Teimosia
substantivo feminino
1.qualidade de teimoso.
2.teima repetida.
Por que somos teimosos? Tem cura?
O fato de ser teimoso pode acabar com as oportunidades de sua vida, caso não aprenda a ter limites em sua teimosia. Às vezes, manter sua opinião é importante, mas o compromisso e a colaboração também são importantes. Se achar que sempre tenta manter seu ponto de vista, talvez seja a hora de perceber que está exagerando e deixando de participar em muitas atividades, de fazer amizades e até de aproveitar oportunidades de emprego. É o momento de mudar e deixar de ser teimoso.
Lembre-se que as pessoas precisam relacionar-se e que ninguém é perfeito e nem está certo o tempo todo.
O que acompanha a teimosia? Ah, quer saber? É o orgulho.
A palavra orgulho pode ter uma conotação positiva ou negativa, dependendo do contexto e do sentimento que representa.
É um termo pejorativo quando se refere a um sentimento excessivo de contentamento que uma pessoa tem a respeito de si mesma, de acordo com as suas características, qualidades e ações.
Uma pessoa orgulhosa mostra altivez, soberba, vaidade, arrogância, podendo mesmo revelar desprezo em relação a outra pessoa.
O que é o antônimo de orgulho? Trata-se da humildade.
Virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações; modéstia, simplicidade.
Pronto está finalizada a minha proposta de tese. Teimosia com uma pitada de orgulho e sem a menor modéstia.
Essa química é a tônica do brasileiro normal que vive o nosso cotidiano.
Que está nas no seio das famílias, em empresas, nas escolas, nas ruas, nos meios transportes urbanos.
E é justamente nos transportes que venho anotando, observando e hoje, faço esse testemunho-relato das minhas observações.
Somos diariamente, e porque não definitivamente, teimosos. Eu, tu, ele, nós, vós e eles, absolutamente teimosos.
Pura reação de pessoas orgulhosas, individualistas, sem amor no coração, sem absorver os ensinamentos do Evangelhos do cristianismo.
Por que amar o próximo como a ti mesmo? Profetas como Marcos e Mateus dizem que Jesus dizia da importância desse mandamento, o segundo.
Ambos escrevem: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que este".
Mas esquecemos disso. Talvez estejamos na cegueira moral e geral. A maldade e a miopia ética se ocultam naquilo que consideramos comum e banal na vida cotidiana.
A luta diária pela sobrevivência nos molda como soldados infames da vida moderna e competitiva, que nos afastam da generosidade, caridade e humildade.
Quem é bom de índole é alcunhado de trouxa, bobo e outros predicados negativos. Portanto quem é humilde não vence essa competição desenfreada da sociedade.
Quem quer ser perdedor nessa sociedade cheia de status?
Até o mais simples, aquele menos preparado, sem estudos, quer vencer, e escolhe o caminho às vezes da violência. É o aprendiz útil da perversidade.
Mas mudando de tese para a prática, relato algumas histórias em que presenciei no dia a dia como usuário de ônibus e trens do Metrô e CPTM.
Como sabem, o meu dever de ofício, utilizo-me desses meios de transportes para verificar o quanto o nosso Instituto Vital precisa atuar em favor dos direitos dos idosos.
E por vezes me deparo com a teimosia de muitos deles. As pessoas oferecem o assento, nem sempre preferencial, mas o orgulho fala mais alto. – Não, minha querida, vou descer no próximo. E acabam não aceitando a gentileza, fato raro nos dias de hoje. Outros nem agradecem, apenas abanam a cabeça, negando a oferta.
Dia desses, um idoso aposentado morador no meu prédio estava mancando, com dificuldade em andar e perguntei o que havia passado com ele.
– Uhhh, nem te falo! Carregado com sotaque italiano. Eu peguei um ônibus na Vila Mariana com sentido para a Lapa. Uma mocinha até me ofereceu o seu assento. Não aceitei, disse. Ela devia estar cansada após um dia de trabalho e eu estava passeando, permaneci em pé, completou. No caminho, o ônibus foi fechado, freou e uns quinze passaram em cima de mim.
– Era o articulado, estava cheio de pessoas de pé. Bati a perna naquele ferro. Resultado de não ter havido aceito a tal oferta para se sentar.
Vejo todos os dias atos de teimosia. Ora dos idosos, ora dos jovens que não arredam do assento preferencial. Ora dos motoristas que não param na frente do ponto próximo do meio fio, dificultam a descida de pessoas idosas.
Outros não abrem a portam fora do ponto, já que existe uma portaria que diz claramente que devem parar para a descida de pessoas com dificuldades de se locomoverem distâncias longas.
Lembro de ter visto um ato de rebeldia de uma cobradora que não ajudou uma moça grávida a rodar a catraca e pedir para descer na frente, pois a barriga estava enorme e passar pela catraca afetaria sua gestação.
Atos de teimosia são atitudes insanas e permeiam a condição selvagem dessa nossa sociedade na cidade, no país, no mundo.
Precisamos melhorar as nossas atitudes. Se não pela educação e bons costumes, pelos menos, em nome da generosidade pregada por Jesus.
Está na hora de fazermos algo pelo próximo, a começar pelo respeito, caridade e bondade. Muda sociedade, muda.
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sexta-feira, 31 de julho de 2015
Por que somos teimosos? Tem cura?
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terça-feira, 21 de julho de 2015
Álcool, drogas, nojo e falta de solidariedade.
Hoje, depois de um longo tempo sem inspiração, volto a escrever para o Blog do Vital.
Por que falta de inspiração? Comentei a um amigo que só me sentia movido a escrever, caso estivesse de baixo astral, desmotivado ou até deprimido.
Pois é, nada disso estava acontecendo comigo quando assisti a cenas que me ensejaram esta crônica cujo título fala de álcool e drogas, coisa corriqueira em nossas ruas da capital.
O nojo e a falta de solidariedade, são inerentes do ser humano, principalmente nesta cidade tão cruel, cuja sociedade é individualista ao extremo.
Então porque escrever?
Vinha no ônibus, como quase sempre nestes últimos tempos. Entre a saída do terminal e parada no primeiro ponto, coisa de 500 metros, me deparo com uma situação.
Um senhor mulato, nem tanto mal vestido, visivelmente bêbado, permanecia ainda na parte dianteira do veículo, antes da catraca, sem encontrar lugar para se sentar, senta-se na escada de dois degraus no espaço que separa a cabine do corredor que acessa a catraca com o cobrador. Ufa, achou um lugar para se proteger dos solavancos das mudanças de marcha do ônibus, freadas, paradas e etc.
Ocorre que ingressam passageiros naquele ponto de parada. Uma senhora que queria passar. Pára. O cobrador pede para aquele senhor bêbado para sair do local, estava atrapalhando a passagem de outros que lá entraram no interior do busão.
Ele, praticamente em outra frequência mental, totalmente alcoolizado, não responde, não ouve, não dá bola para os pedidos por parte do cobrador. A velha senhora, cutuca seu ombro e faz sinal com as mãos que deseja seguir em frente.
Ele entende, mas não consegue se levantar, o ônibus está em movimento. Se ele ficar de pé, provavelmente irá cair.
Próxima parada, 300 metros depois.
Até aí o motorista e outros passageiros já sabiam da situação. Um senhor que estava num lugar reservado aos preferenciais, ao lado da catraca, se levanta e cede o espaço ao nosso amigo alcoolizado.
Com o ônibus parado a operação é realizada com absoluto sucesso. Aí começa outra questão. O tal "nojo" de que falo no título. Quem iria se sentar ao lado do cidadão que exagerou na bebida?
Daquele ponto até o penúltimo, ninguém se aventurou a ficar próximo daquele sujeito.
O cheiro forte e risco de vômitos ou outra coisa do gênero, era impedimento para alguém se arriscar.
Mais outro bêbado, mas será o Benedito?
Em outro ponto, quase no final da viagem, entra outro cidadão. Este estava numa espécie de pós-ressaca, provavelmente estava voltando do Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia, na região de Santa Cecília, nos baixos do Minhocão, pois estava com a cabeça totalmente enfaixada.
Ainda cambaleante, deparando-se com aquela escadinha, ficou parado, porém de pé. Será? Perguntei para mim mesmo. De novo? Nesse momento, o nosso primeiro cidadão, aquele bêbado, se levantou e ajudou o colega de agruras. Ficaram lá, meio apertados, porém juntos na desgraça da "marvada".
As chagas de nossa sociedade hipócrita.
Não vi solidariedade dos outros, apenas aquele idoso no começo da viagem, e só.
Ouvi sim, comentários sobre o estado alcoólico daquelas pessoas. Mas não vi solidariedade, compreensão, benevolência, enfim nenhuma demonstração de atenção ao problemas social, que faz o indivíduo ficar marginalizado e partir para o que é mais fácil e acessível a eles. O álcool, a droga.
Eu, por exemplo, iria descer alguns pontos antes, mas preferi ficar até o fim. Ir até o ponto final para ver e sentir o término daquela triste viagem daqueles seres humanos abandonados a própria sorte.
Chegada no centro da cidade de S. Paulo. Praça Ramos, próxima do gabinete do nosso alcaide. Baixos do Viaduto do Chá. Lugar de depósito de gente marginalizada, sem a menor ajuda da Promoção Social.
Ah, sim, não temos verba para esse tipo de ajuda. Temos sim, verbas para as ciclofaixas, placas de 40 Km nas ruas e avenidas, 50 Km nas marginais...
Por que falta de inspiração? Comentei a um amigo que só me sentia movido a escrever, caso estivesse de baixo astral, desmotivado ou até deprimido.
Pois é, nada disso estava acontecendo comigo quando assisti a cenas que me ensejaram esta crônica cujo título fala de álcool e drogas, coisa corriqueira em nossas ruas da capital.
O nojo e a falta de solidariedade, são inerentes do ser humano, principalmente nesta cidade tão cruel, cuja sociedade é individualista ao extremo.
Então porque escrever?
Vinha no ônibus, como quase sempre nestes últimos tempos. Entre a saída do terminal e parada no primeiro ponto, coisa de 500 metros, me deparo com uma situação.
Um senhor mulato, nem tanto mal vestido, visivelmente bêbado, permanecia ainda na parte dianteira do veículo, antes da catraca, sem encontrar lugar para se sentar, senta-se na escada de dois degraus no espaço que separa a cabine do corredor que acessa a catraca com o cobrador. Ufa, achou um lugar para se proteger dos solavancos das mudanças de marcha do ônibus, freadas, paradas e etc.
Ele, praticamente em outra frequência mental, totalmente alcoolizado, não responde, não ouve, não dá bola para os pedidos por parte do cobrador. A velha senhora, cutuca seu ombro e faz sinal com as mãos que deseja seguir em frente.
Ele entende, mas não consegue se levantar, o ônibus está em movimento. Se ele ficar de pé, provavelmente irá cair.
Próxima parada, 300 metros depois.
Até aí o motorista e outros passageiros já sabiam da situação. Um senhor que estava num lugar reservado aos preferenciais, ao lado da catraca, se levanta e cede o espaço ao nosso amigo alcoolizado.
Com o ônibus parado a operação é realizada com absoluto sucesso. Aí começa outra questão. O tal "nojo" de que falo no título. Quem iria se sentar ao lado do cidadão que exagerou na bebida?
Daquele ponto até o penúltimo, ninguém se aventurou a ficar próximo daquele sujeito.
O cheiro forte e risco de vômitos ou outra coisa do gênero, era impedimento para alguém se arriscar.
Mais outro bêbado, mas será o Benedito?
Em outro ponto, quase no final da viagem, entra outro cidadão. Este estava numa espécie de pós-ressaca, provavelmente estava voltando do Pronto Socorro da Santa Casa de Misericórdia, na região de Santa Cecília, nos baixos do Minhocão, pois estava com a cabeça totalmente enfaixada.
Ainda cambaleante, deparando-se com aquela escadinha, ficou parado, porém de pé. Será? Perguntei para mim mesmo. De novo? Nesse momento, o nosso primeiro cidadão, aquele bêbado, se levantou e ajudou o colega de agruras. Ficaram lá, meio apertados, porém juntos na desgraça da "marvada".
As chagas de nossa sociedade hipócrita.
Não vi solidariedade dos outros, apenas aquele idoso no começo da viagem, e só.
Ouvi sim, comentários sobre o estado alcoólico daquelas pessoas. Mas não vi solidariedade, compreensão, benevolência, enfim nenhuma demonstração de atenção ao problemas social, que faz o indivíduo ficar marginalizado e partir para o que é mais fácil e acessível a eles. O álcool, a droga.
Eu, por exemplo, iria descer alguns pontos antes, mas preferi ficar até o fim. Ir até o ponto final para ver e sentir o término daquela triste viagem daqueles seres humanos abandonados a própria sorte.
Chegada no centro da cidade de S. Paulo. Praça Ramos, próxima do gabinete do nosso alcaide. Baixos do Viaduto do Chá. Lugar de depósito de gente marginalizada, sem a menor ajuda da Promoção Social.
Ah, sim, não temos verba para esse tipo de ajuda. Temos sim, verbas para as ciclofaixas, placas de 40 Km nas ruas e avenidas, 50 Km nas marginais...
quinta-feira, 5 de março de 2015
Sorrir, o verdadeiro antídoto para enfrentar o sufoco dos transportes.
Mini-blitz – Terminal da Lapa
Impressões de uma manhã no Terminal da Lapa. Os usuários já conhecem bem. Um terminal muito utilizado por ser um ponto estratégico na Região Oeste. O terminal envolve num lado ônibus e fica bem próximo a uma estação de trem CPTM - Lapa. Quem desce ou sobe neste local, segue apenas uma estação e desembarca em outro terminal, o da Barra Funda e faz a integração com os trens do Metrô. Se seguir do Terminal da Lapa cerca de 500 metros caminhando a pé no sentido oposto, pode encontrar a outra estação CPTM - Lapa, próxima do Mercado Municipal e as ruas de comércio muito ativo como a rua 12 de Outubro e segue, via a linha Rubi, no. 7 que serve até a cidade vizinha de Francisco Morato, além de estações intermediárias, Pirituba, Jaraguá e Perus.
Muita gente, além dos passageiros usuais
Por ser um entrocamento modal, há muitas particularidades e peculiaridades na circulação de pessoas. Também temos outros serviços que os usuários de transportes utilizam, tais como: carregamento de Bilhete Único, pedidos de novos cartões, de bilhetes para estudantes, cancelamento e as substituições pela segunda-via, que acabam transformando os guichês de serviços em filas intermináveis, onde o serviço terceirizado não respeita a preferência para os idosos e gestantes, no que pudemos observar.
O atendimento leva de 10 a 20 minutos por pessoa, e esse delay no atendimento, faz dos mais idosos, que permanecem de pé, um grande sacrifício. Apesar de observarmos que existem monitores com o jaleco amarelo (Posso Ajudar?) para poder auxiliar eventualmente quem as procuram.
Como valorizar os profissionais?
De volta aos ônibus, hoje tivemos uma grata experiência que nos deu uma nova ideia para estudos no Instituto Vital. Trata-se da simpatia dos condutores, motoristas e cobradores dos ônibus. Notamos que a viagem se torna bem agradável quando os sorrisos ficam estampados nos funcionários. É claro que a hora ajudava. Passava das 10:00 horas e ainda as viagens não haviam provocado os desgastes de vários trajetos de ida/volta, com trânsito, gente e etc.
O motorista estava calmo, fez um percurso sereno e tranquilo. Nada de freadas e saídas celeres. Manteve a paciência nas descidas e/ou subidas de usuários com limitação motora.
E o cobrador, uma verdadeiro comediante, no bom sentido. Sempre sorridente, brincalhão, atendia a todos da mesma maneira, em alto astral. Informava aos passageiros o ponto que deveriam descer com antecedência, evitando assim os empurrões e pressa ao sair, podendo alguém sofrer algum acidente. Pensamos na hora, vamos elaborar o Troféu Vital de Simpatia. Por que não? Vamos estudar e colocar em prática, essa valorização do profissional do transporte urbano de S. Paulo e região. Estaremos em breve falando com os sindicatos e empresas de viação para este estudo.
Amanhã
Também no próximo post, iremos abordar outra coisa que observamos nas viagens. Quem tem a prioridade no assento preferencial?
- Um idoso com dificuldades de locomoção deve ceder o seu lugar à uma gestante ou mulher com filho de colo?
Até o próximo, #amigosdosidosos
Impressões de uma manhã no Terminal da Lapa. Os usuários já conhecem bem. Um terminal muito utilizado por ser um ponto estratégico na Região Oeste. O terminal envolve num lado ônibus e fica bem próximo a uma estação de trem CPTM - Lapa. Quem desce ou sobe neste local, segue apenas uma estação e desembarca em outro terminal, o da Barra Funda e faz a integração com os trens do Metrô. Se seguir do Terminal da Lapa cerca de 500 metros caminhando a pé no sentido oposto, pode encontrar a outra estação CPTM - Lapa, próxima do Mercado Municipal e as ruas de comércio muito ativo como a rua 12 de Outubro e segue, via a linha Rubi, no. 7 que serve até a cidade vizinha de Francisco Morato, além de estações intermediárias, Pirituba, Jaraguá e Perus.
Muita gente, além dos passageiros usuais
Por ser um entrocamento modal, há muitas particularidades e peculiaridades na circulação de pessoas. Também temos outros serviços que os usuários de transportes utilizam, tais como: carregamento de Bilhete Único, pedidos de novos cartões, de bilhetes para estudantes, cancelamento e as substituições pela segunda-via, que acabam transformando os guichês de serviços em filas intermináveis, onde o serviço terceirizado não respeita a preferência para os idosos e gestantes, no que pudemos observar.
O atendimento leva de 10 a 20 minutos por pessoa, e esse delay no atendimento, faz dos mais idosos, que permanecem de pé, um grande sacrifício. Apesar de observarmos que existem monitores com o jaleco amarelo (Posso Ajudar?) para poder auxiliar eventualmente quem as procuram.
Como valorizar os profissionais?
De volta aos ônibus, hoje tivemos uma grata experiência que nos deu uma nova ideia para estudos no Instituto Vital. Trata-se da simpatia dos condutores, motoristas e cobradores dos ônibus. Notamos que a viagem se torna bem agradável quando os sorrisos ficam estampados nos funcionários. É claro que a hora ajudava. Passava das 10:00 horas e ainda as viagens não haviam provocado os desgastes de vários trajetos de ida/volta, com trânsito, gente e etc.
O motorista estava calmo, fez um percurso sereno e tranquilo. Nada de freadas e saídas celeres. Manteve a paciência nas descidas e/ou subidas de usuários com limitação motora.
E o cobrador, uma verdadeiro comediante, no bom sentido. Sempre sorridente, brincalhão, atendia a todos da mesma maneira, em alto astral. Informava aos passageiros o ponto que deveriam descer com antecedência, evitando assim os empurrões e pressa ao sair, podendo alguém sofrer algum acidente. Pensamos na hora, vamos elaborar o Troféu Vital de Simpatia. Por que não? Vamos estudar e colocar em prática, essa valorização do profissional do transporte urbano de S. Paulo e região. Estaremos em breve falando com os sindicatos e empresas de viação para este estudo.
Amanhã
Também no próximo post, iremos abordar outra coisa que observamos nas viagens. Quem tem a prioridade no assento preferencial?
- Um idoso com dificuldades de locomoção deve ceder o seu lugar à uma gestante ou mulher com filho de colo?
Até o próximo, #amigosdosidosos
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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
Nesta Casa Tem Goteira/Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim
Hoje foi um dia daqueles.
Graças a Deus a chuva está caindo, mas a dose está um pouco fora de medida.
Hoje, dia 25 de fevereiro deparei-me com uma situação inusitada. Há mais de 45 anos de São Paulo nunca tive que passar por isso. Um única vez em 1981, fui pego com aquela inundação na Grande S. Paulo, mas eu andava de carro e dava aula no ABC. Tive que fazer um circuito que contornava a marginal Tietê. Cheguei de madrugada, após ficar perambulando desde às 20:00 horas. Procurando uma passagem para a Zona Norte.
Mas hoje foi diferente. Estava dentro de um ônibus no horário de pico e com a chuva descendo ladeira abaixo. Passava das 16:00 horas e sai do centro da cidade. Rua Xavier Toledo rumo a Lapa, com o ônibus Linha 8400 - Terminal Pirituba, que passa na frente do meu prédio e o ponto é próximo da minha entrada principal.
Ônibus com goteira
Música de Sérgio Reis: Nesta Casa Tem Goteira/Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim/Nesta Casa Tem Goteira/Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, mudei pra "Nesse ônibus tem goteira, pinga ni mim..." (http://www.kboing.com.br/sergio-reis/1-84468/).
A coisa estava tão feia que vi pelo menos quatro passageiros tirarem fotos para reclamar na SPTrans. – Uma vergonha, dizia uma tiazinha. Já pagamos R$ 3,50 e ainda tem goteira. Eu também tirei. Estão aí pra vocês verem. E ainda de quebra uma imagem minha, no estado que fiquei, após pedir para sair do busão, quando ele ficou parado, aguardando a liberação da via, próximo do Shopping da Lapa, quase a 100 metros do cruzamento que dava acesso ao viaduto da Lapa. Bem próximo de onde eu moro. Pedi ao motorista para liberar a porta de saída. Estávamos no sufoco. Ônibus cheio, gente de pé se espremendo igual sardinha em lata. Ninguém abria as janelas pelo fato da chuva ser levada pelo vento para dentro do ônibus. Não me aguentei, pedi arrego e sai pela porta de trás. Enfrentei a ira da chuva, mas era melhor do que o aperto. Rumei para o local onde a água impedia a circulação dos veículos. Aquilo iria demorar para baixar. O povo começou a buscar alternativa, contornamos a rua Catão, descemos e saímos na frente da subida do Viaduto. Lá fomos nós. Eu e mais uns inconsequentes que não suportaram a prisão do busão.
De volta para casa
Cheguei em casa após uns quinze minutos de água na cara. Preservei os eletrônicos e ainda passei na padoca para comprar aquele pãozinho francês fresquinho. As meninas do balcão que me conhecem se espantaram e perguntaram: – Seu Salim, o que é isso? Como um pinto molhado, respondo: – Água do céus. Bendita água do céus. Nas ruas inundadas, a enchente é culpa das autoridades e da população porca que joga lixo na rua. Não consegui fazer as fotos, mas as travessas que chegaram a cobrir carros, estavam cheias de papéis, sacos plásticos e outros troços, para não falar outra coisa. Lembrei do filminho dos anos 70: POVO DESENVOLVIDO, POVO LIMPO. Eu acrescentaria POVO CIVILIZADO. Hoje foi um dia daqueles, para os antigos que assistiram a velha Família Trapo da TV Record, canal 7, aquela com o Golias, Jô Soares e Renata Fronzi. Tinha o chefe da família, o comediante ítalo-brasileiro Zeloni que sempre falava quando acontecia uma cagada. "– Tudo acontece comigo, só comigo".
Graças a Deus a chuva está caindo, mas a dose está um pouco fora de medida.
Hoje, dia 25 de fevereiro deparei-me com uma situação inusitada. Há mais de 45 anos de São Paulo nunca tive que passar por isso. Um única vez em 1981, fui pego com aquela inundação na Grande S. Paulo, mas eu andava de carro e dava aula no ABC. Tive que fazer um circuito que contornava a marginal Tietê. Cheguei de madrugada, após ficar perambulando desde às 20:00 horas. Procurando uma passagem para a Zona Norte.
Mas hoje foi diferente. Estava dentro de um ônibus no horário de pico e com a chuva descendo ladeira abaixo. Passava das 16:00 horas e sai do centro da cidade. Rua Xavier Toledo rumo a Lapa, com o ônibus Linha 8400 - Terminal Pirituba, que passa na frente do meu prédio e o ponto é próximo da minha entrada principal. Ônibus com goteira
Música de Sérgio Reis: Nesta Casa Tem Goteira/Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim/Nesta Casa Tem Goteira/Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, Pinga Ni Mim, mudei pra "Nesse ônibus tem goteira, pinga ni mim..." (http://www.kboing.com.br/sergio-reis/1-84468/).
A coisa estava tão feia que vi pelo menos quatro passageiros tirarem fotos para reclamar na SPTrans. – Uma vergonha, dizia uma tiazinha. Já pagamos R$ 3,50 e ainda tem goteira. Eu também tirei. Estão aí pra vocês verem. E ainda de quebra uma imagem minha, no estado que fiquei, após pedir para sair do busão, quando ele ficou parado, aguardando a liberação da via, próximo do Shopping da Lapa, quase a 100 metros do cruzamento que dava acesso ao viaduto da Lapa. Bem próximo de onde eu moro. Pedi ao motorista para liberar a porta de saída. Estávamos no sufoco. Ônibus cheio, gente de pé se espremendo igual sardinha em lata. Ninguém abria as janelas pelo fato da chuva ser levada pelo vento para dentro do ônibus. Não me aguentei, pedi arrego e sai pela porta de trás. Enfrentei a ira da chuva, mas era melhor do que o aperto. Rumei para o local onde a água impedia a circulação dos veículos. Aquilo iria demorar para baixar. O povo começou a buscar alternativa, contornamos a rua Catão, descemos e saímos na frente da subida do Viaduto. Lá fomos nós. Eu e mais uns inconsequentes que não suportaram a prisão do busão.De volta para casa
Cheguei em casa após uns quinze minutos de água na cara. Preservei os eletrônicos e ainda passei na padoca para comprar aquele pãozinho francês fresquinho. As meninas do balcão que me conhecem se espantaram e perguntaram: – Seu Salim, o que é isso? Como um pinto molhado, respondo: – Água do céus. Bendita água do céus. Nas ruas inundadas, a enchente é culpa das autoridades e da população porca que joga lixo na rua. Não consegui fazer as fotos, mas as travessas que chegaram a cobrir carros, estavam cheias de papéis, sacos plásticos e outros troços, para não falar outra coisa. Lembrei do filminho dos anos 70: POVO DESENVOLVIDO, POVO LIMPO. Eu acrescentaria POVO CIVILIZADO. Hoje foi um dia daqueles, para os antigos que assistiram a velha Família Trapo da TV Record, canal 7, aquela com o Golias, Jô Soares e Renata Fronzi. Tinha o chefe da família, o comediante ítalo-brasileiro Zeloni que sempre falava quando acontecia uma cagada. "– Tudo acontece comigo, só comigo".
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Blitz do Vital - Nossos condutores são os melhores? Parte 2
Colaboradores sem uniforme, sem crachás, cobradores despreparados, mau humorados e distraídos com o celular, etc.Nossa blitz nos ônibus está sempre atrás de novidades, mesmo aos olhos mais acostumados às viagens diárias. Já abordamos em alguns posts, mas sempre é bom relembrar ou mostrar aos novos leitores as nossas observações nessas blitze.
Muitos perguntam, por que o maior enfoque nos ônibus? É porque os usuários, os passageiros envolvidos tem um maior relacionamento com os condutores, os motoristas e os cobradores. Já nos trens, a relação dessa interatividade é quase que nula. Não há comunicação entre os condutores e passageiros, já que os paradas são programadas nas estações, tenha quem sair ou não e ou tenha quem vá embarcar ou não. E dessa situação de envolvimento mais direto, acabam nos oferecendo maiores subsídios. Há casos de relatos surpreendentes. E é justamente sobre esses condutores dos ônibus que iremos discorrer nesse post.
Limpeza acima de tudo
Mau humor dos cobradores
Em um dos posts publicados recentemente, comentamos que é necessário treinamentos aos cobradores e que esses exerçam o direito de pedir aos que ocupam o assento preferencial quando ocupados por pessoas sem o enquadramento de idosos, gestantes e deficientes. Pois bem, além de não haver esse tipo de capacitação, não há regras para a postura desse profissional. A desatenção é grande principalmente quando se está usando o celular ligado nas redes sociais ou nas mensagens online. Tudo pode acontecer ao lado da pessoa que não vê o que se passa em sua volta. Às vezes, fica tão mau humorado que passa a ser agressivo e desconta nos passageiros.
Presenciamos uma cobradora da linha Lapa/Pça. Ramos - n. 8000 ônibus de numeração 12.969 da Viação Sta. Brígida, no horário das 11:03 horas, que destratou uma gestante que não poderia passar através da catraca, que havia solicitado ajuda da cobradora para girar a catraca e sair pela porta da frente. Resultado: a passageira registrou a reclamação fotografando a pessoa e anotou o telefone para as devidas queixas aos órgãos reguladores do transporte municipal da cidade de S. Paulo. Nós do Instituto Vital apoiamos a atitude da passageira. Assistimos o ocorrido e hipotecamos solidariedade.
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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015
Blitz do Vital. Vai um respeito aí? Parte 1
"Tô nem aí".
Pessoas que se fingem de mortos, que sempre estão com sono, que ficam ouvindo música pelo head-phone, sonsos, mal-educados, gente inescrupulosa, sem educação, folgada, insensível, sinônimos que não são poucos para demonstrar apenas uma coisa, FALTA DE CIVILIDADE.
As leis no Brasil são desrespeitadas e deturpadas diariamente. Ou por esquivas de interpretações jurídicas, fruto de manobras de advogados brilhantes a serviço do ilícito, ou cometidas simplesmente pelos maus cidadãos, que em sua maioria dos atos, nos deixam estupefatos com tamanha cara de pau ou às vezes, crueldade. Hoje as instituições como da boa educação, da gentileza, não existem mais. Basta olhar para a saída do elevador que ao se abrir, os que estão para sair são empurrados de volta para dentro, pois os que querem entrar não esperam pacientemente a saída das pessoas e ingressar após o elevador estar devidamente vazio. Porta de ônibus, de metrô, as portas automáticas de grandes lojas, enfim os atos da boa educação não existem mais neste mundo concorrido e predador em que vivemos.
Luta árdua
Nós do Instituto Vital, estamos nos deparando com essa guerra sem vencedores que só tem perdedores. Gente que se senta em locais preferenciais e de lá não saem por nada. Até nos desrespeitam verbalmente, partindo para ameaças de agressões físicas em muitos casos, quando há interversões de nossa parte. Em casos de viagens fora do pico, ainda temos menos registros de atritos quando partirmos para o convencimento da cessão do lugar aos mais necessitados em sua maioria idosos e mães com crianças. Apenas a figura da mulher gestante com a gravidez bem adiantada, ou seja, com aquele enorme barrigão, consegue sensibilizar o mais duro ocupante indevido do assento preferencial e muitas vezes assentos normais são oferecidos. É o milagre da multiplicação que atinge ao usuário mais insensível e radical, quer no horário normal e ou de pico com lotação máxima total.
Lei no. 10.048, de 08/Nov/2000
Dentre outros parágrafos, destaca-se: Art. 3o. – As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Vale a pena lembrar sempre, que o direito dos idosos em sentar-se nos locais indicados visualmente, quer nos ônibus, trens e outros locais de acesso público é determinado por lei federal expressa. Ora então, os que zelam para o bom andamento e cumprimento da lei, o façam de maneira veemente. As empresas de transportes coletivos precisam elegerem e capacitarem os zeladores (motoristas e cobradores) dos direitos e que se faça cumprir a lei. Com a palavra as autoridades municipais, estaduais e federais, órgãos e entidades que regem as normas dos transportes público. A SPTrans e empresários de viações de transportes com concessões, devem entender que a civilidade deve prevalecer.

O nosso Instituto Vital exige que se cumpram as leis.
Um exemplo a ser seguido. Numa de nossas blitze, visitamos o estacionamento do shopping Anália Franco, no bairro de mesmo nome, região da zona leste de S. Paulo. Era uma blitz num dia comum, sábado de manhã, ocasião propicia, pois nos finais de semana o afluxo de pessoas é maior nesse tipo de comércio, portanto o abuso é maior. Uma ação eficaz por parte da direção deste shopping fez a diferença. Como temos observado, nem todos os locais de estacionamento amplo tem esse cuidado.
É parte de uma proposta do Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade, um projeto com atuação de voluntários para coibir os abusos nas vagas de estacionamentos, onde a pessoa sem a característica exigida pela lei, ocupe indevidamente o espaço reservado. Pois então, além de sinalização clara, colocaram um fiscal para que o local fosse mantido sob observação do cumprimento da lei. Parabéns. Lei boa é aquela que vinga, mas a lei que é permanentemente violada precisa de autoridades que a façam ser respeitada. É assim que se faz. Com o rigor ou com a adesão, se não for na base da educação, vai na base da ação forte e rigorosa.
Pessoas que se fingem de mortos, que sempre estão com sono, que ficam ouvindo música pelo head-phone, sonsos, mal-educados, gente inescrupulosa, sem educação, folgada, insensível, sinônimos que não são poucos para demonstrar apenas uma coisa, FALTA DE CIVILIDADE.
As leis no Brasil são desrespeitadas e deturpadas diariamente. Ou por esquivas de interpretações jurídicas, fruto de manobras de advogados brilhantes a serviço do ilícito, ou cometidas simplesmente pelos maus cidadãos, que em sua maioria dos atos, nos deixam estupefatos com tamanha cara de pau ou às vezes, crueldade. Hoje as instituições como da boa educação, da gentileza, não existem mais. Basta olhar para a saída do elevador que ao se abrir, os que estão para sair são empurrados de volta para dentro, pois os que querem entrar não esperam pacientemente a saída das pessoas e ingressar após o elevador estar devidamente vazio. Porta de ônibus, de metrô, as portas automáticas de grandes lojas, enfim os atos da boa educação não existem mais neste mundo concorrido e predador em que vivemos.
Luta árdua
Nós do Instituto Vital, estamos nos deparando com essa guerra sem vencedores que só tem perdedores. Gente que se senta em locais preferenciais e de lá não saem por nada. Até nos desrespeitam verbalmente, partindo para ameaças de agressões físicas em muitos casos, quando há interversões de nossa parte. Em casos de viagens fora do pico, ainda temos menos registros de atritos quando partirmos para o convencimento da cessão do lugar aos mais necessitados em sua maioria idosos e mães com crianças. Apenas a figura da mulher gestante com a gravidez bem adiantada, ou seja, com aquele enorme barrigão, consegue sensibilizar o mais duro ocupante indevido do assento preferencial e muitas vezes assentos normais são oferecidos. É o milagre da multiplicação que atinge ao usuário mais insensível e radical, quer no horário normal e ou de pico com lotação máxima total.
Lei no. 10.048, de 08/Nov/2000
Dentre outros parágrafos, destaca-se: Art. 3o. – As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Vale a pena lembrar sempre, que o direito dos idosos em sentar-se nos locais indicados visualmente, quer nos ônibus, trens e outros locais de acesso público é determinado por lei federal expressa. Ora então, os que zelam para o bom andamento e cumprimento da lei, o façam de maneira veemente. As empresas de transportes coletivos precisam elegerem e capacitarem os zeladores (motoristas e cobradores) dos direitos e que se faça cumprir a lei. Com a palavra as autoridades municipais, estaduais e federais, órgãos e entidades que regem as normas dos transportes público. A SPTrans e empresários de viações de transportes com concessões, devem entender que a civilidade deve prevalecer.

O nosso Instituto Vital exige que se cumpram as leis.
Um exemplo a ser seguido. Numa de nossas blitze, visitamos o estacionamento do shopping Anália Franco, no bairro de mesmo nome, região da zona leste de S. Paulo. Era uma blitz num dia comum, sábado de manhã, ocasião propicia, pois nos finais de semana o afluxo de pessoas é maior nesse tipo de comércio, portanto o abuso é maior. Uma ação eficaz por parte da direção deste shopping fez a diferença. Como temos observado, nem todos os locais de estacionamento amplo tem esse cuidado.
É parte de uma proposta do Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade, um projeto com atuação de voluntários para coibir os abusos nas vagas de estacionamentos, onde a pessoa sem a característica exigida pela lei, ocupe indevidamente o espaço reservado. Pois então, além de sinalização clara, colocaram um fiscal para que o local fosse mantido sob observação do cumprimento da lei. Parabéns. Lei boa é aquela que vinga, mas a lei que é permanentemente violada precisa de autoridades que a façam ser respeitada. É assim que se faz. Com o rigor ou com a adesão, se não for na base da educação, vai na base da ação forte e rigorosa.
sábado, 17 de janeiro de 2015
Je suis Estatuto do Idoso, apliquem a lei, pô!
O busão, o cobrador e o avestruz.
Nunca pensei que poderia escrever sobre isto. Quem olhar o título vai pensar do que se trata? O cara pirou na maionese. Pois bem! Vamos aos fatos.
Como sabem, fundei o Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade/Anjos da 3a. Idade há menos de um ano. O que me levou a percorrer esse caminho foram muitas razões, pois busquei sempre me engajar no serviço social, por humanidade, solidariedade e mais uns outros que tais. Confesso que fui muito ingênuo em ter uma visão periférica sobre o tema. Peguei o Estatuto do Idoso, e disse: – Vamos lutar pelos seus direitos, já que estava escrito na lei, cumpra-se a lei. Ledo engano. Leis em nosso país foram feitas para serem desrespeitadas, burladas, travadas, proteladas, inviabilizadas, etc. De uma lado os advogados altamente bem remunerados e com as suas equipes trabalhando para anular as punições e ou penas aos seus clientes. Mas existe uma outra questão muito forte nesse angu. A educação. A civilidade, o respeito, comportamentos alterados pela ignorância das pessoas. Além disso, não há o zelo pelo exercício simples da aplicação da lei. Ai que entra o que senti na pele e foi a razão do nosso título. E mais ainda, por que o avestruz? Por que esse animal foi lembrado justamente com os ônibus (busão), motoristas e cobradores? Simplesmente pelo fato de algo importantíssimo não ter sido aplicado. Vamos a ele.
Treinamento
Treinamento aos funcionários das empresas de ônibus. É notório a falta de capacitação aos colaboradores das empresas de viação. Algo que nunca passou pelo grifo dos dirigentes e empresários do setor e muito menos aos órgãos reguladores e autoridades dos governos, que nunca fizeram valer a sua aplicação. Uma verdadeira música do crioulo doido. Ninguém quer saber, é o jogo do empurra-empurra, seja o que Deus dará. Pega seu boné e vá para o seu posto, trabalhe e pronto. Simples assim? Muitas vezes sem um uniforme sequer. Só que não.
"Tô nem aí!"

É sabido que os ônibus possuem sinalização em destaque para os assentos preferenciais. Idosos, mães gestantes e com crianças de colo, os cadeirantes e deficientes, que possuem esse direito, regulados por lei. Os assentos são visualmente diferentes e possuem identificação visual bem definida.
É a lei que os ampara. É a lei que deve imperar. E os funcionários condutores daquele veículo são os responsáveis em fazer valer este direito, fazendo a lei ser respeitada. Basta avisar o cidadão desatento que ocupa o lugar reservado à preferência e ceder o lugar e pronto. Mas não. Na falta de ação destes mesmos condutores e na falta de educação dos usuários do transporte coletivo, impera a lei de Gerson, aliás a única lei que pegou neste país.
Terra de ninguém.
Sem o império da lei ou sem os mantenedores da aplicação da lei para funcionar, não há respeito. Não há vontade para se aplicar a lei. Aqui no Brasil há aquela máxima, deixe que as coisas se arrumem é mais cômodo, bem mais fácil, pra que arrumar confusão, vai que o cidadão fica revoltado e saca uma arma e pronto está feita a merda. Muitos pensam assim, não é?
Ouço muito. Fulano levou um soco na cara só porque a pessoa olhou torta para ele lá no Metrô ou trem da CPTM. Não é assim, gente. É preciso fazer valer os nossos direitos, se calarmos, a ignorância e a truculência vence. Não é o que estão dizendo sobre os atentados na França? Se querem calar a imprensa, devemos nos defender e fazer valer o nosso direito. O mesmo raciocínio se aplica aqui. Nada mudou de lugar. Lei é lei. Respeito é respeito. Vamos acreditar, vamos lutar!
Está na hora de agir e capacitar.
Os motoristas e cobradores de ônibus devem ter o mesmo poder de autoridade que os comandantes aeronautas tem sobre o avião em que estão operando. É de conhecimento público o poder de autoridade que o comandante tem na aeronave. A palavra final é do comandante, que afinal comanda, ou seja, manda. O mesmo poder o capitão de um navio também possui. Esse mesmo direito deve ser estabelecido e dado aos condutores dos ônibus. O poder de autoridade. Mas para isso devemos treiná-los, informá-los da lei, dos direitos estabelecidos nos Estatutos. Os empresários das viações concessionárias e as autoridades municipais, estaduais e federais, políticos e legisladores, devem aplicar a obrigatoriedade de se fazer os cursos de treinamento e capacitação a todos os funcionários, através das áreas de Recursos Humanos, e assim, os funcionários cientes de seus deveres e obrigações, farão valer a lei em cada veículo nesta cidade. Os idosos, as mães gestantes e os deficientes, agradecerão de coração o que foi dado a eles por lei e que nós os cidadãos do bem fizemos para valer esses direitos. O Instituto Vital se oferece em colaborar e ajudar nessa implementação dos cursos.
E o avestruz?
Por que ele não foi lembrado ou citado nesse artigo? Ah, o avestruz se escondeu, enfiando a cabeça no buraco fingindo que nada sabia sobre esse assunto que abordamos. Digo isso porque vejo quase sempre os cobradores fingindo de mortos e virando as costas ou se utilizando de aparelhos celulares para não ter que pedir aos usuários dos assentos preferenciais que cedam o lugar aos idosos, menores especiais, grávidas e mães com crianças de colo. Lamentável, senhores. Tristemente lamentável.
Nunca pensei que poderia escrever sobre isto. Quem olhar o título vai pensar do que se trata? O cara pirou na maionese. Pois bem! Vamos aos fatos.
Como sabem, fundei o Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade/Anjos da 3a. Idade há menos de um ano. O que me levou a percorrer esse caminho foram muitas razões, pois busquei sempre me engajar no serviço social, por humanidade, solidariedade e mais uns outros que tais. Confesso que fui muito ingênuo em ter uma visão periférica sobre o tema. Peguei o Estatuto do Idoso, e disse: – Vamos lutar pelos seus direitos, já que estava escrito na lei, cumpra-se a lei. Ledo engano. Leis em nosso país foram feitas para serem desrespeitadas, burladas, travadas, proteladas, inviabilizadas, etc. De uma lado os advogados altamente bem remunerados e com as suas equipes trabalhando para anular as punições e ou penas aos seus clientes. Mas existe uma outra questão muito forte nesse angu. A educação. A civilidade, o respeito, comportamentos alterados pela ignorância das pessoas. Além disso, não há o zelo pelo exercício simples da aplicação da lei. Ai que entra o que senti na pele e foi a razão do nosso título. E mais ainda, por que o avestruz? Por que esse animal foi lembrado justamente com os ônibus (busão), motoristas e cobradores? Simplesmente pelo fato de algo importantíssimo não ter sido aplicado. Vamos a ele.
Treinamento
Treinamento aos funcionários das empresas de ônibus. É notório a falta de capacitação aos colaboradores das empresas de viação. Algo que nunca passou pelo grifo dos dirigentes e empresários do setor e muito menos aos órgãos reguladores e autoridades dos governos, que nunca fizeram valer a sua aplicação. Uma verdadeira música do crioulo doido. Ninguém quer saber, é o jogo do empurra-empurra, seja o que Deus dará. Pega seu boné e vá para o seu posto, trabalhe e pronto. Simples assim? Muitas vezes sem um uniforme sequer. Só que não.
"Tô nem aí!"

É sabido que os ônibus possuem sinalização em destaque para os assentos preferenciais. Idosos, mães gestantes e com crianças de colo, os cadeirantes e deficientes, que possuem esse direito, regulados por lei. Os assentos são visualmente diferentes e possuem identificação visual bem definida.
É a lei que os ampara. É a lei que deve imperar. E os funcionários condutores daquele veículo são os responsáveis em fazer valer este direito, fazendo a lei ser respeitada. Basta avisar o cidadão desatento que ocupa o lugar reservado à preferência e ceder o lugar e pronto. Mas não. Na falta de ação destes mesmos condutores e na falta de educação dos usuários do transporte coletivo, impera a lei de Gerson, aliás a única lei que pegou neste país.
Terra de ninguém.
Sem o império da lei ou sem os mantenedores da aplicação da lei para funcionar, não há respeito. Não há vontade para se aplicar a lei. Aqui no Brasil há aquela máxima, deixe que as coisas se arrumem é mais cômodo, bem mais fácil, pra que arrumar confusão, vai que o cidadão fica revoltado e saca uma arma e pronto está feita a merda. Muitos pensam assim, não é?
Ouço muito. Fulano levou um soco na cara só porque a pessoa olhou torta para ele lá no Metrô ou trem da CPTM. Não é assim, gente. É preciso fazer valer os nossos direitos, se calarmos, a ignorância e a truculência vence. Não é o que estão dizendo sobre os atentados na França? Se querem calar a imprensa, devemos nos defender e fazer valer o nosso direito. O mesmo raciocínio se aplica aqui. Nada mudou de lugar. Lei é lei. Respeito é respeito. Vamos acreditar, vamos lutar!
Está na hora de agir e capacitar.
E o avestruz?
Por que ele não foi lembrado ou citado nesse artigo? Ah, o avestruz se escondeu, enfiando a cabeça no buraco fingindo que nada sabia sobre esse assunto que abordamos. Digo isso porque vejo quase sempre os cobradores fingindo de mortos e virando as costas ou se utilizando de aparelhos celulares para não ter que pedir aos usuários dos assentos preferenciais que cedam o lugar aos idosos, menores especiais, grávidas e mães com crianças de colo. Lamentável, senhores. Tristemente lamentável.
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