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terça-feira, 2 de maio de 2017

Por que o idoso brasileiro precisa de tutores?

Meus amigos, volto ao assunto arenoso dos problemas brasileiros. Mas desta vez tem a ver com a área em que atuo. Os direitos da Terceira Idade. Enquanto a nossa vida já fora do foco de trabalho que cai na ociosidade, fica claro que as pessoas que entram no última fase da vida, a tal terceira idade, se deixam encostar. 

Acabam se entregando aos parentes mais novos, filhos e netos. Uns se ocupam do lazer dos netos, mas acabam ficando reféns em casa, pois o filhos vão à luta, e o custo de pajear netos vale apenas a alegria e orgulho, ninguém contabiliza, o estresse, as dores no corpo e às vezes o desconforto das decepções que acorrem naturalmente.

Digo isso em função das minhas observações por conta do meu hábito e dever, pois cuido da Ong 'Anjos da 3a. Idade' (Instituto Vital do Bem Estar do Idoso). Fico observando tudo que é abuso e desrespeito dos direitos dos idosos segundo o Estatuto do Idoso, Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003. Zelo pelas prioridades deles nos meios de transportes, estacionamentos, bancos, cinemas e teatros.
Divulgação
 Recentemente observei com muita preocupação o descuido e falta de informação que os nosso queridos 'velhinhos' tem de seus direitos. Apesar de alguns  estarem na cota de 'teimosos e orgulhosos', vejo mais a falta de informação e aceitação tímida da cultura do desrespeito, onde acabam tolerando o abuso por parte das pessoas mal educadas e egoístas, bem natural de pessoas dos grandes centros e em boa parte do povo brasileiro.

Como havia dito, estava recentemente dentro de um órgão público, aliás não faltava informação estampadas nas paredes e corredores, mas pouco efetiva junto aos funcionários e tampouco observada pelos idosos e outros classificados como preferenciais, gestantes, deficientes e outros.


Foto: Jorge Salim
Apesar das informações, poucos se valem de seus direitos. Por que? Faltam informações? Não. Falta é a vontade de exercer esses direitos. Falta é ter conhecimento do teor dessa lei, conhecer o Estatuto do Idoso. Mas o que na realidade acontece, é o total desleixo de mostrarem aos idosos o real valor e a importância da lei.
Enquanto, eles idosos, se comportam passivamente e procuram quem os pegue pela mão, ou seja, aquilo que chamo de tutor ou tutores.

Já é hora de mudarmos essa triste realidade. Precisamos maior empenho e ações junto a esse contingente de idosos e deixá-los mais conscientes da responsabilidade. Precisam saber como exigir seus direitos e atuarem de forma ativa, ninguém se torna incapaz ao atingir a idade de 65 anos. Pelo contrário, chamemos de Melhor Idade, porque é hora de viver com qualidade, e qualidade é saber dos seus direitos.

Exigir respeito aos seus direitos adquiridos. É hora de pararmos com esse mimi com os nossos vovôs e vovós. Devemos ensiná-los a conhecer o valor que tiveram durante a vida de trabalho, onde constituíram famílias e que a lei existe para preservá-los, agora que precisam se manter com a dignidade valorizada. Reconhecida e exercida na plena totalidade. 

Tirem a bunda do sofá. Acessem seus direitos, peçam para os netos lerem o Estatuto do Idoso. Imprimam e coloquem no bolso e saiam por aí clamando pelos seus direitos. Sejam chatos, porém justos. Vamos acabar com essa história de tutela, dó, compaixão, saiam da casinha.

Adendo: A Câmara analisa o Projeto de Lei 5510/13, do deputado Henrique Oliveira (PR-AM), que impede o abrandamento de pena em caso de crimes contra idosos julgados em juizados especiais. O texto, segundo o autor, busca pôr fim a dúvidas de interpretação do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/03).

domingo, 18 de outubro de 2015

Está chegando a hora de você ajudar o INVIBES.

Nosso projeto de educação, "Agradecemos a Preferência", necessita de contribuições e doações para poder sair do papel.
Trata-se de um projeto de ação junto aos veículos de transporte coletivo, ônibus e trens (Metrô e CPTM) e atividades nos terminais destes mesmos transportes.
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Habilitaremos bonecos que serão vestidos por atores amadores de teatro, que atuarão como nossos voluntários e se apresentando no interior dos veículos, além de interagirem nos terminais, dentro e fora dos ônibus e trens.
Estes bonecos representarão o vovô Vital e sua amada companheira, vovó Vitalina. 

Para isto deveremos investir nas confecções das fantasias destes bonecos, que são do tamanho natural de uma pessoa. 
Na logística de se fazer várias equipes treinadas e distribuídas nos terminais de todos os cantos de S. Paulo. Teremos os custos de armazenamento, transporte e distribuição das equipes. 
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Além do custeio pessoal de todos, alimentação e estadia. Tudo isso gera um custo que não podemos arcar sem ajuda da comunidade. Nosso projeto ainda não está coberto por ajuda governamental e dai a nossa necessidade real das contribuições e doações.
Contamos com qualquer tipo de ajuda. E ainda você vai levar um lindo brinde do Instituto Vital. Uma ampulheta, símbolo do instituto.
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Agradecemos desde já a sua compreensão, colaboração e divulgação. Para facilitar as doações em breve iremos publicar o nosso telefone 0300 e contas bancárias. Comece a pensar na forma de como ajudarmos a vencer mais este obstáculo e mudar as dificuldades que os nossos idosos enfrentam no dia a dia.

Respeito ao Estatuto do Idoso, aos direitos de nossos avós, tios, pais. Eles merecem tudo neste mundo, pois nos deram a vida para nos criarem e protegerem.
Seja voluntário, caso você não possa ser um contribuinte ou doador, ajude-nos na divulgação, indique as empresas que possam doar e nos ajudar neste final de exercício de 2015.

O que podemos dizer mais? Obrigado a todos. O Instituto Vital quer somar, quer mudar este estado de coisas, essa realidade que tanto maltrata as pessoas que necessitam de atenção e acima de tudo respeito.

quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Um ano de atividades no terceiro setor pela terceira idade.

Hoje o Instituto Vital do Bem Estar Social da Terceira Idade, o nosso querido Instituto Vital, está completando um ano de vida.
Parece pouco, mas não é. Já estávamos em atividade há quase um ano antes de sermos constituídos conforme a lei. Mas esses anos não bastaram.
Precisamos e queremos mais. Desde nosso primeiro desenho para a defesa intransigente dos direitos dos idosos através do que está estabelecido no Estatuto do Idoso, nada mudou.
A sociedade continua virando as costas para os idosos, isso sem dizer o total desrespeito que os governos federal, estadual e municipal dão à terceira idade.
Vemos diariamente escândalos, denúncias de maus tratos nos lares, nas ruas nos hospitais, enfim tratam os idosos com lixo, fardo e que nada fazem, só atrapalham.
Deus é testemunha. 
Vemos hoje uma escalada de desrespeito contra os idosos. Quem passa dos setenta anos é visto como peça de museu e que deveriam ficar em asilos, jogados como descartáveis da sociedade.
Iremos à luta, não vamos nos esmorecer. Quanto mais difícil é mais gostoso de enfrentar. Não iremos desistir, esse verbo não faz parte do nosso dicionário.

Contamos com a ajuda daqueles que querem mudar esse estado de coisas. Vamos seguir adiante, que venham mais anos, e que venha maior dignidade e respeito aos nossos valorosos homens e mulheres que nos prepararam para a vida.
Queremos mudar. E sem a sua ajuda e compreensão, não haveremos de atingir. 

Obrigado aos que acreditaram em nosso sonho, vamos para mais um ano de labuta e busca pela trajetória por dignidade, civilidade, carinho e principalmente generosidade aos mais velhos.
Nós acreditamos. Amém. 

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Ônibus municipais, um roteiro de horror de filmes B

Terminal da Lapa para o centro de S. Paulo, Praça Ramos.
Um festival de incoerências. Trajeto digno de um roteiro de horror de um filme B.
Desde o ponto inicial do ônibus com destino final o que chamam de Praça Ramos, que na verdade é na Rua Xavier de Toledo.
E o pior, ninguém reclama. Nem o usuário prejudicado pelo péssimo serviço, nem o cidadão que clama por direitos, respeito e dignidade.
Vamos aos relatos. O Instituto Vital deverá promover uma pesquisa urgente com fundos próprios, salvo se não houver alguma entidade, pessoas com visão filantrópica para nos ajudar. 

Pesquisa de campo que falta
Esta pesquisa servirá de embasamento para provar o total desleixo e falta de vontade das autoridades municipais, quer executivo, quer legislativo, empresários das empresas de ônibus e os sindicatos dos motoristas e cobradores.
Numa simples viagem a partir das 10:30 horas, vimos absurdos e porque não, abusos a qualquer dignidade das pessoas, quer idosos, foco principal do nosso Instituto Vital, quer de pessoas usuárias normais das linhas de ônibus.
É sabido que nesse horário o número de idosos é maior do que os outros, por exemplo mais cedo. Esses mesmos usuários da terceira idade, permanecem na frente do ônibus, antes da catraca e em consequência congestionam essa parte do ônibus, que possuí um maior número de assentos preferenciais, em torno de oito lugares dependendo da configuração e tipo de veículo.Também acabam impedindo a passagem de outros que por ventura queiram atravessar a catraca. 

Cadê o cobrador?

Para complicar o cobrador não estava em seu posto de trabalho. Não podemos entender. Como se abre a porta de ingresso de pessoas e o cobrador, que deveria estar lá para validar a passagem dos idosos, não estava. Os outros passageiros que passam apenas com o Bilhete Único, acabam ocupando os lugares e deixam sem opção para os que passarão após a chegada do tal cobrador. 
Isso é de uma insensibilidade ímpar. Resultado, os outros assentos preferenciais acabam sendo ocupados por pessoas que não são preferenciais e o idoso fica de pé. Aquele cobrador, o tal atrasadinho, nem se vale de pedir que o passageiro ceda o espaço ao idoso. Uma vergonha. Quem acaba fazendo isso, no caso, somos nós e para o olhar 33 de quem está sendo convidado a permitir que o idoso se ocupe de seu espaço por direito. Cidadania se faz com educação. E nesse país se vê de tudo, menos a educação. Cada vez mais teremos esses atos de desrespeito, infelizmente.

Segue a aventura

Seguindo para a cidade nos deparamos com o caos do trânsito. A essas horas? Quase 11:00. Ah, são as reformas debaixo do Minhocão. São obras do Haddad. O tal prefeito das ciclovias. Uma verdadeira zona implantada desde janeiro e há quase seis meses deixando o trajeto uma verdadeira rota de guerra no Oriente, como na Síria e no Iraque.
Tem planejamento nessa cidade? Claro que não. Tem ônibus com a configuração para esse número alto de idosos neste horário? Claro que não. Tem cobrador capacitado para exercer e estabelecer a ordem naquele coletivo? Claro que não.

Adotem uma nova ideia.

Nesse caso, vai aqui uma ideia. Porque não o ônibus inteiro ter os assentos preferenciais e em caso de ausência deste, o espaço poderá ser ocupado pelos outros? É de se pensar, não, políticos?
Mulheres com crianças de colo, gestantes, deficientes e até os obesos, em sua maioria ficam de pé. Salvo uma pessoa consciente e educada, vale dizer, que acaba cedendo o seu lugar. Caso contrário, o ônibus é o transporte mais desumano desta cidade. Alô seu prefeito, seus vereadores, autoridades, vamos tomar vergonha na cara e fazer algo. 
Isso ai que está não condiz com o século 21. 
Há modelos que usam coisas dos anos 50. A começar pelos nomes das rotas de ônibus. Algumas ainda usam as trilhas dos antigos bondes. O troleibus por exemplo. A Praça Ramos está longe do ponto final. Mas o nome da rota está lá. Deveria ser rua Xavier de Toledo. E o ônibus nem pára no ponto da Praça Ramos, quando ele faz o caminho de volta para o bairro da Lapa. Fala sério.

terça-feira, 17 de março de 2015

Quem vai sentar primeiro?

De quem é a maior prioridade?
Não sabemos se todos já notaram, mas os veículos de transporte coletivos, quer ônibus, quer os trens, estão com um adesivo novo e mais completo. O que já existia em alguns veículos ou estações, agora passou a ser regra geral. Os obesos estão também na lista de preferenciais. E é justamente aí que a questão de qual é a maior prioridade, ou o que é mais prioritário do que o outro? Diriam as autoridades que o bom senso que normatizará o seu uso. Ora, num mundo em que as pessoas mal-educadas já não respeitam o que existia anteriormente, será que hoje irão mudar o seu comportamento? Cremos que irão continuar da mesma forma. Muito embora alguns dos eleitos como preferenciais, como é o caso dos deficientes e idosos, possuem estatutos que estabelecem por meio de lei, as normas e os direitos em seus enunciados. 


Quem tem prioridade?

Neste grupo preferencial acrescentaram os obesos. É uma bela tese para se discutir quem será hierarquicamente o prioritário. Pela sequência das figuras não é, afirmamos desde já, já que os obesos são os primeiros e os deficiente e idosos ficam bem no final. Vemos notadamente enfoques diferentes em cada caso. Idoso não é doença, é consequência de uma vida longeva. Gravidez e mães com crianças de colo, são temporários e também não é doença, é consequência da vida. Já os deficientes são por doença da poliomelite e paralisia mental, além de serem acometidos por acidentes graves que tornam os indivíduos impossibilitados de se moverem independentemente, ou com muletas, carrinhos de rodas, ou com ajuda de pessoas. Restam os obesos. Nem podemos classificar como doentes ou consequências. Hereditariamente existem pessoas acima do peso, que podem ser combatidas com remédios, exercícios físicos, dietas e não raramente podemos atribuir a obesidade mórbida como doença. Então como ficamos? Um idoso deve se levantar e deixar um obeso sentar-se no assento preferencial? Quem é o mais prioritário? Ou até uma gestante ainda nos primeiros meses deve se sentar no lugar do idoso ou obeso.

Cada vez mais precisamos de educação

Achamos que esses conflitos continuarão a nos questionar. Educação, bom senso, gentileza, cidadania, enfim deixemos eles se ajeitarem. O Instituto Vital presenciou recentemente uma situação que nos levou esse questionamento. Por iniciativa própria, um idoso cedeu o seu lugar para uma gestante, uma outra pessoa que estava por perto, uma senhora mais idosa ao lado tomou prontamente o assento no lugar cedido à gestante. A gestante não conseguindo se sentar ficou decepcionada e imediatamente uma outra pessoa, que não estava no local preferencial cedeu o seu lugar para a moça grávida. Ao mesmo tempo, o clima ficou quente e muitos questionaram aquela senhora idosa, que mal-educada destratou a todos. E nós registramos esse ocorrido com muita preocupação. É preciso bom senso? Às vezes não. É a educação que fará os conflitos diminuirem. Afinal, se deixarmos para as pessoas se entenderem, ninguém sairá bem na fita, ou no assento, quer preferencial ou no comum.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Blitz do Vital. Vai um respeito aí? Parte 1

"Tô nem aí". 
Pessoas que se fingem de mortos, que sempre estão com sono, que ficam ouvindo música pelo head-phone, sonsos, mal-educados, gente inescrupulosa, sem educação, folgada, insensível, sinônimos que não são poucos para demonstrar apenas uma coisa, FALTA DE CIVILIDADE.
As leis no Brasil são desrespeitadas e deturpadas diariamente. Ou por esquivas de interpretações jurídicas, fruto de manobras de advogados brilhantes a serviço do ilícito, ou cometidas simplesmente pelos maus cidadãos, que em sua maioria dos atos, nos deixam estupefatos com tamanha cara de pau ou às vezes, crueldade. Hoje as instituições como da boa educação, da gentileza, não existem mais. Basta olhar para a saída do elevador que ao se abrir, os que estão para sair são empurrados de volta para dentro, pois os que querem entrar não esperam pacientemente a saída das pessoas e ingressar após o elevador estar devidamente vazio. Porta de ônibus, de metrô, as portas automáticas de grandes lojas, enfim os atos da boa educação não existem mais neste mundo concorrido e predador em que vivemos.

Luta árdua

Nós do Instituto Vital, estamos nos deparando com essa guerra sem vencedores que só tem perdedores. Gente que se senta em locais preferenciais e de lá não saem por nada. Até nos desrespeitam verbalmente, partindo para ameaças de agressões físicas em muitos casos, quando há interversões de nossa parte. Em casos de viagens fora do pico, ainda temos menos registros de atritos quando partirmos para o convencimento da cessão do lugar aos mais necessitados em sua maioria idosos e mães com crianças. Apenas a figura da mulher gestante com a gravidez bem adiantada, ou seja, com aquele enorme barrigão, consegue sensibilizar o mais duro ocupante indevido do assento preferencial e muitas vezes assentos normais são oferecidos. É o milagre da multiplicação que atinge ao usuário mais insensível e radical, quer no horário normal e ou de pico com lotação máxima total.

Lei no. 10.048, de 08/Nov/2000

Dentre outros parágrafos, destaca-se: Art. 3o. – As empresas públicas de transporte e as concessionárias de transporte coletivo reservarão assentos, devidamente identificados, aos idosos, gestantes, lactantes, pessoas portadoras de deficiência e pessoas acompanhadas por crianças de colo.
Vale a pena lembrar sempre, que o direito dos idosos em sentar-se nos locais indicados visualmente, quer nos ônibus, trens e outros locais de acesso público é determinado por lei federal expressa. Ora então, os que zelam para o bom andamento e cumprimento da lei, o façam de maneira veemente. As empresas de transportes coletivos precisam elegerem e capacitarem os zeladores (motoristas e cobradores) dos direitos e que se faça cumprir a lei. Com a palavra as autoridades municipais, estaduais e federais, órgãos e entidades que regem as normas dos transportes público. A SPTrans e empresários de viações de transportes com concessões, devem entender que a civilidade deve prevalecer. 

O nosso Instituto Vital exige que se cumpram as leis.

Um exemplo a ser seguido. Numa de nossas blitze, visitamos o estacionamento do shopping Anália Franco, no bairro de mesmo nome, região da zona leste de S. Paulo. Era uma blitz num dia comum, sábado de manhã, ocasião propicia, pois nos finais de semana o afluxo de pessoas é maior nesse tipo de comércio, portanto o abuso é maior. Uma ação eficaz por parte da direção deste shopping fez a diferença. Como temos observado, nem todos os locais de estacionamento amplo tem esse cuidado.
É parte de uma proposta do Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade, um projeto com atuação de voluntários para coibir os abusos nas vagas de estacionamentos, onde a pessoa sem a característica exigida pela lei, ocupe indevidamente o espaço reservado. Pois então, além de sinalização clara, colocaram um fiscal para que o local fosse mantido sob observação do cumprimento da lei. Parabéns. Lei boa é aquela que vinga, mas a lei que é permanentemente violada precisa de autoridades que a façam ser respeitada. É assim que se faz. Com o rigor ou com a adesão, se não for na base da educação, vai na base da ação forte e rigorosa.


sábado, 17 de janeiro de 2015

Je suis Estatuto do Idoso, apliquem a lei, pô!

O busão, o cobrador e o avestruz.
Nunca pensei que poderia escrever sobre isto. Quem olhar o título vai pensar do que se trata? O cara pirou na maionese. Pois bem! Vamos aos fatos.
Como sabem, fundei o Instituto Vital do Bem Estar da Terceira Idade/Anjos da 3a. Idade há menos de um ano. O que me levou a percorrer esse caminho foram muitas razões, pois busquei sempre me engajar no serviço social, por humanidade, solidariedade e mais uns outros que tais. Confesso que fui muito ingênuo em ter uma visão periférica sobre o tema. Peguei o Estatuto do Idoso, e disse: – Vamos lutar pelos seus direitos, já que estava escrito na lei, cumpra-se a lei. Ledo engano. Leis em nosso país foram feitas para serem desrespeitadas, burladas, travadas, proteladas, inviabilizadas, etc. De uma lado os advogados altamente bem remunerados e com as suas equipes trabalhando para anular as punições e ou penas aos seus clientes. Mas existe uma outra questão muito forte nesse angu. A educação. A civilidade, o respeito, comportamentos alterados pela ignorância das pessoas. Além disso, não há o zelo pelo exercício simples da aplicação da lei. Ai que entra o que senti na pele e foi a razão do nosso título. E mais ainda, por que o avestruz? Por que esse animal foi lembrado justamente com os ônibus (busão), motoristas e cobradores? Simplesmente pelo fato de algo importantíssimo não ter sido aplicado. Vamos a ele.

Treinamento

Treinamento aos funcionários das empresas de ônibus. É notório a falta de capacitação aos colaboradores das empresas de viação. Algo que nunca passou pelo grifo dos dirigentes e empresários do setor e muito menos aos órgãos reguladores e autoridades dos governos, que nunca fizeram valer a sua aplicação. Uma verdadeira música do crioulo doido. Ninguém quer saber, é o jogo do empurra-empurra, seja o que Deus dará. Pega seu boné e vá para o seu posto, trabalhe e pronto. Simples assim? Muitas vezes sem um uniforme sequer. Só que não.

"Tô nem aí!"

É sabido que os ônibus possuem sinalização em destaque para os assentos preferenciais. Idosos, mães gestantes e com crianças de colo, os cadeirantes e deficientes, que possuem esse direito, regulados por lei. Os assentos são visualmente diferentes e possuem identificação visual bem definida. 
É a lei que os ampara. É a lei que deve imperar. E os funcionários condutores daquele veículo são os responsáveis em fazer valer este direito, fazendo a lei ser respeitada. Basta avisar o cidadão desatento que ocupa o lugar reservado à preferência e ceder o lugar e pronto. Mas não. Na falta de ação destes mesmos condutores e na falta de educação dos usuários do transporte coletivo, impera a lei de Gerson, aliás a única lei que pegou neste país.

Terra de ninguém.

Sem o império da lei ou sem os mantenedores da aplicação da lei para funcionar, não há respeito. Não há vontade para se aplicar a lei. Aqui no Brasil há aquela máxima, deixe que as coisas se arrumem é mais cômodo, bem mais fácil, pra que arrumar confusão, vai que o cidadão fica revoltado e saca uma arma e pronto está feita a merda. Muitos pensam assim, não é?
Ouço muito. Fulano levou um soco na cara só porque a pessoa olhou torta para ele lá no Metrô ou trem da CPTM. Não é assim, gente. É preciso fazer valer os nossos direitos, se calarmos, a ignorância e a truculência  vence. Não é o que estão dizendo sobre os atentados na França? Se querem calar a imprensa, devemos nos defender e fazer valer o nosso direito. O mesmo raciocínio se aplica aqui. Nada mudou de lugar. Lei é lei. Respeito é respeito. Vamos acreditar, vamos lutar!

Está na hora de agir e capacitar.

Os motoristas e cobradores de ônibus devem ter o mesmo poder de autoridade que os comandantes aeronautas tem sobre o avião em que estão operando. É de conhecimento público o poder de autoridade que o comandante tem na aeronave. A palavra final é do comandante, que afinal comanda, ou seja, manda. O mesmo poder o capitão de um navio também possui. Esse mesmo direito deve ser estabelecido e dado aos condutores dos ônibus. O poder de autoridade. Mas para isso devemos treiná-los, informá-los da lei, dos direitos estabelecidos nos Estatutos. Os empresários das viações concessionárias e as autoridades municipais, estaduais e federais, políticos e legisladores, devem aplicar a obrigatoriedade de se fazer os cursos de treinamento e capacitação a todos os funcionários, através das áreas de Recursos Humanos, e assim, os funcionários cientes de seus deveres e obrigações, farão valer a lei em cada veículo nesta cidade. Os idosos, as mães gestantes e os deficientes, agradecerão de coração o que foi dado a eles por lei e que nós os cidadãos do bem fizemos para valer esses direitos. O Instituto Vital se oferece em colaborar e ajudar nessa implementação dos cursos. 

E o avestruz? 

Por que ele não foi lembrado ou citado nesse artigo? Ah, o avestruz se escondeu, enfiando a cabeça no buraco fingindo que nada sabia sobre esse assunto que abordamos. Digo isso porque vejo quase sempre os cobradores fingindo de mortos e virando as costas ou se utilizando de aparelhos celulares para não ter que pedir aos usuários dos assentos preferenciais que cedam o lugar aos idosos, menores especiais, grávidas e mães com crianças de colo. Lamentável, senhores. Tristemente lamentável.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Andar ao lado de pessoas humildes nos faz viver melhor, experimente.

"Aprendi que um homem só tem o direito de olhar um outro de cima para baixo para ajudá-lo a levantar-se". (Gabriel Garcia Marquez)

As crônicas das minhas andanças pelos transportes urbanos da cidade, principalmente nos ônibus, me fazem acreditar na poesia da vida. É o contraponto das mazelas que vemos nos noticiários da televisão difundidos pelos profetas do apocalipse, os apresentadores Marcelo Resende e José Luís Datena. A vida não é só desgraça de mortes, dramas policialescos mostrados in loco de cima pelos helicópteros, por baixo através das viaturas nervosas trafegando na contra mão e fazendo os shows que acabam virando roteiros de filmes. Perseguição, batidas, invasões, prisões, drogas, armas, dinheiro, hospital, maca, corpos estendidos no chão, etc. Sabemos que a nossa televisão vive de audiência e quanto mais sangue, maior a audiência. Somos forjados pela emoção negativa, doentia, predadora, sentimental barata, fútil. 
Por isso quando tenho o privilégio de entrar num ônibus pelo meu dever de ofício, cuidando como membro do Instituto Vital e voluntário dos Anjos da 3a. Idade®, devidamente trajado com a camisa bordada, ocasião que me apresento com defensor dos direitos sociais dos idosos e convencemos as pessoas a cederem o espaço ocupado do assento preferencial a um idoso. Faço valer o que exercemos, estabelecidos nos deveres da nossa missão.
Em outras oportunidades pegamos os trens da CPTM e Metrô e também nos ônibus para fazer as Blitz do Vital®, que muitos já conhecem através do blog do Vital.


Surpresas durante as viagens
Mas o interessante é acabamos pegos com atitudes surpreendentes dos passageiros. Isso não tem preço.
Estas viagens estão me moldando a entender melhor as nuances do que se passa realmente no interior de um ônibus. Não podemos pensar academicamente como técnicos e planejar uma ação e colocá-la em prática. As chances de não dar certo são fortes. É preciso conhecer o campo destas ações e esta vivência está me dando subsídios fantásticos e quando colocarmos as ações, já saberemos de antemão as chances de dar certo ou não. Por exemplo, outro dia destes nos deparamos com um cidadão totalmente alcoolizado. Se dizia Neném do bico doce, falava sozinho o tempo todo, ninguém se aventurou em sentar-se ao lado dele, tendo como resultado a ocupação de dois assentos preferenciais, aqueles dois logo atrás do motorista. E quem seria louco de ir lá e pedir para ele descer ou parar de agitar? Eu procurei ficar próximo, havendo uma chance falaria com ele, e o ouvi dizer olhando para fora da janela: – Se eu eu ganhar na loteria, ninguém vai andar a pé! Provavelmente compraria um ônibus e levaria todo mundo de graça. De repente se levantou, vi em sua mão o cartão especial que lhe daria a passagem livre e gratuita. Era um cidadão do bem, apenas estava um pouco alterado pelo fato de ter ingerido bebida alcoólica. 
Desceu e lá se foi o nosso personagem Neném do bico doce. Os seus dois lugares foram imediatamente ocupados por duas senhorinhas idosas que ainda falaram do tal bebum. 

Não estamos acostumados com o carinho
Em outra viagem, na mesma linha 8000 - Lapa /Praça Ramos, presenciei outra situação. Desta vez um senhor de idade com AVC, sua parte do lado direito totalmente prejudicada. Quando subiu, no meio do caminho, nos baixos do Minhocão, se locomoveu com extrema dificuldade até parte da frente do ônibus, local onde existem mais assentos preferenciais que estavam todos lotados. Eu, que me sentava em local não indicado como especial, me levantei, porém era em cima da roda, havia um degrau a mais e este senhor não conseguiria sentar-se. Vendo esta dificuldade, outra senhora idosa do outro lado do corredor, levantou-se do lugar em que estava e cedeu ao senhor. Então pedi a ela que se sentasse no meu lugar. Ela recusou-se, disse: – Obrigado, descerei no próximo ponto! Enquanto isso aquele senhor se acomodou e segurando uma bengala, observava o ônibus seguir o caminho até o destino final. Quase próximo da avenida S. João com a rua Aurora, ele põe a mão (a que funciona) e tira do bolso umas três ou quatro balas e estica até ao motorista e diz: – Motorista quer uma balinha? Prontamente o motorista, que aguardava o semáforo abrir, pega as balas, desembrulha uma e coloca na boca. 

Quem somos?
Seguimos em frente e fiquei pensando. Como nós somos egoístas. É preciso um idoso com problemas de locomoção para se lembrar e se importar com aquele que nos conduz todos os dias. E nós? Simplesmente nos colocamos em portas no automático, achamos que não existe um ser humano na condução daquele veículo. Ou aquele que estando alcoolizado, fica marginalizado pelas pessoas que tem nojo e medo. Tudo isso nos faz parar para refletir. O que queremos dessa vida? Ficar chocado com o sangue da notícia sentado na poltrona? Ficar com a sensação de segurança quando a policia mata ou prende, ou ficar ensandecido quando o bandido ceifa a vida das pessoas? A verdade é que nós não nos importamos com aquele que está ao nosso lado. Precisamos de mais humanidade, caridade e generosidade. Devemos nos lembrar de madre Teresa de Calcutá. "É fácil amar os que estão longe. Mas nem sempre é fácil amar os que vivem ao nosso lado". E a partir deste dia, ando com um saquinho de balas na minha bolsa, vai que...

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Veja as sinopses dos projetos para os próximos anos.

Os seis projetos do INVIBES da 3a. IDADE® para o biênio 2014/2015. Conheça a sinopse de cada um.

1. Busão do Vital – ônibus para atender a população idosa nas linhas normais, porém em horários determinados, sendo utilizado como ônibus-escola, fazendo com que os motoristas e cobradores das viações, usem esse canal para treinamento e ao mesmo tempo servindo aos idosos.

2. Blitz RT do Vital – Pesquisa de campo nos transportes coletivos, ônibus e trens do Metrô e CPTM. Relatos das observações e material que servirá para ser analisado e encaminhado às autoridades de direito.

3. Mascotes Educacionais – Vovô Vital e vovó Vitalina, bonecos que farão ações lúdicas "in loco" nos transportes coletivos para "educarem" ou se fazerem respeitar quanto ao uso abusivo dos assentos preferenciais, ocupados indevidamente por usuários sem educação ou que não aceitam os avisos e determinações da lei do Estatuto do Idoso. Também farão parte das capacitações que faremos em escolas, empresas e condomínios.

4. Voluntários da ação "Obrigado pela Preferência" – equipe de voluntários, devidamente uniformizados e identificados, farão ações de orientações, distribuindo volantes (folders) e encaminhando os idosos aos seus locais destinados, após o convencimento junto ao pessoal que ocupava o local de maneira indevida e desrespeitosa.

5. Véi app®: Desenvolvimento de aplicativo para smart-phones que enviarão em tempo real (online) o registro de abuso dos assentos e vagas preferenciais à nossa Central e assim tomaremos as devidas providências junto aos administradores dos locais em litígio.

6. PERSONA VITAL – Destaque dos empresários (acima dos 60 anos) que nos ajudam, que são os nossos apoiadores. A eles entregaremos a medalha e diploma de PERSONA VITAL. E em ocasião específica, faremos a eleição do Persona Vital do Ano. Este sim, receberá a honraria e será homenageado em cerimônia anual que realizaremos.