Teimosia
substantivo feminino
1.qualidade de teimoso.
2.teima repetida.
Por que somos teimosos? Tem cura?
O fato de ser teimoso pode acabar com as oportunidades de sua vida, caso não aprenda a ter limites em sua teimosia. Às vezes, manter sua opinião é importante, mas o compromisso e a colaboração também são importantes. Se achar que sempre tenta manter seu ponto de vista, talvez seja a hora de perceber que está exagerando e deixando de participar em muitas atividades, de fazer amizades e até de aproveitar oportunidades de emprego. É o momento de mudar e deixar de ser teimoso.
Lembre-se que as pessoas precisam relacionar-se e que ninguém é perfeito e nem está certo o tempo todo.
O que acompanha a teimosia? Ah, quer saber? É o orgulho.
A palavra orgulho pode ter uma conotação positiva ou negativa, dependendo do contexto e do sentimento que representa.
É um termo pejorativo quando se refere a um sentimento excessivo de contentamento que uma pessoa tem a respeito de si mesma, de acordo com as suas características, qualidades e ações.
Uma pessoa orgulhosa mostra altivez, soberba, vaidade, arrogância, podendo mesmo revelar desprezo em relação a outra pessoa.
O que é o antônimo de orgulho? Trata-se da humildade.
Virtude caracterizada pela consciência das próprias limitações; modéstia, simplicidade.
Pronto está finalizada a minha proposta de tese. Teimosia com uma pitada de orgulho e sem a menor modéstia.
Essa química é a tônica do brasileiro normal que vive o nosso cotidiano.
Que está nas no seio das famílias, em empresas, nas escolas, nas ruas, nos meios transportes urbanos.
E é justamente nos transportes que venho anotando, observando e hoje, faço esse testemunho-relato das minhas observações.
Somos diariamente, e porque não definitivamente, teimosos. Eu, tu, ele, nós, vós e eles, absolutamente teimosos.
Pura reação de pessoas orgulhosas, individualistas, sem amor no coração, sem absorver os ensinamentos do Evangelhos do cristianismo.
Por que amar o próximo como a ti mesmo? Profetas como Marcos e Mateus dizem que Jesus dizia da importância desse mandamento, o segundo.
Ambos escrevem: "Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e de todas as tuas forças; este é o primeiro mandamento.
E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que este".
Mas esquecemos disso. Talvez estejamos na cegueira moral e geral. A maldade e a miopia ética se ocultam naquilo que consideramos comum e banal na vida cotidiana.
A luta diária pela sobrevivência nos molda como soldados infames da vida moderna e competitiva, que nos afastam da generosidade, caridade e humildade.
Quem é bom de índole é alcunhado de trouxa, bobo e outros predicados negativos. Portanto quem é humilde não vence essa competição desenfreada da sociedade.
Quem quer ser perdedor nessa sociedade cheia de status?
Até o mais simples, aquele menos preparado, sem estudos, quer vencer, e escolhe o caminho às vezes da violência. É o aprendiz útil da perversidade.
Mas mudando de tese para a prática, relato algumas histórias em que presenciei no dia a dia como usuário de ônibus e trens do Metrô e CPTM.
Como sabem, o meu dever de ofício, utilizo-me desses meios de transportes para verificar o quanto o nosso Instituto Vital precisa atuar em favor dos direitos dos idosos.
E por vezes me deparo com a teimosia de muitos deles. As pessoas oferecem o assento, nem sempre preferencial, mas o orgulho fala mais alto. – Não, minha querida, vou descer no próximo. E acabam não aceitando a gentileza, fato raro nos dias de hoje. Outros nem agradecem, apenas abanam a cabeça, negando a oferta.
Dia desses, um idoso aposentado morador no meu prédio estava mancando, com dificuldade em andar e perguntei o que havia passado com ele.
– Uhhh, nem te falo! Carregado com sotaque italiano. Eu peguei um ônibus na Vila Mariana com sentido para a Lapa. Uma mocinha até me ofereceu o seu assento. Não aceitei, disse. Ela devia estar cansada após um dia de trabalho e eu estava passeando, permaneci em pé, completou. No caminho, o ônibus foi fechado, freou e uns quinze passaram em cima de mim.
– Era o articulado, estava cheio de pessoas de pé. Bati a perna naquele ferro. Resultado de não ter havido aceito a tal oferta para se sentar.
Vejo todos os dias atos de teimosia. Ora dos idosos, ora dos jovens que não arredam do assento preferencial. Ora dos motoristas que não param na frente do ponto próximo do meio fio, dificultam a descida de pessoas idosas.
Outros não abrem a portam fora do ponto, já que existe uma portaria que diz claramente que devem parar para a descida de pessoas com dificuldades de se locomoverem distâncias longas.
Lembro de ter visto um ato de rebeldia de uma cobradora que não ajudou uma moça grávida a rodar a catraca e pedir para descer na frente, pois a barriga estava enorme e passar pela catraca afetaria sua gestação.
Atos de teimosia são atitudes insanas e permeiam a condição selvagem dessa nossa sociedade na cidade, no país, no mundo.
Precisamos melhorar as nossas atitudes. Se não pela educação e bons costumes, pelos menos, em nome da generosidade pregada por Jesus.
Está na hora de fazermos algo pelo próximo, a começar pelo respeito, caridade e bondade. Muda sociedade, muda.
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