Terminal da Lapa para o centro de S. Paulo, Praça Ramos.
Um festival de incoerências. Trajeto digno de um roteiro de horror de um filme B.
Desde o ponto inicial do ônibus com destino final o que chamam de Praça Ramos, que na verdade é na Rua Xavier de Toledo.
E o pior, ninguém reclama. Nem o usuário prejudicado pelo péssimo serviço, nem o cidadão que clama por direitos, respeito e dignidade.
Vamos aos relatos. O Instituto Vital deverá promover uma pesquisa urgente com fundos próprios, salvo se não houver alguma entidade, pessoas com visão filantrópica para nos ajudar.
Pesquisa de campo que falta
Esta pesquisa servirá de embasamento para provar o total desleixo e falta de vontade das autoridades municipais, quer executivo, quer legislativo, empresários das empresas de ônibus e os sindicatos dos motoristas e cobradores.
Numa simples viagem a partir das 10:30 horas, vimos absurdos e porque não, abusos a qualquer dignidade das pessoas, quer idosos, foco principal do nosso Instituto Vital, quer de pessoas usuárias normais das linhas de ônibus.
É sabido que nesse horário o número de idosos é maior do que os outros, por exemplo mais cedo. Esses mesmos usuários da terceira idade, permanecem na frente do ônibus, antes da catraca e em consequência congestionam essa parte do ônibus, que possuí um maior número de assentos preferenciais, em torno de oito lugares dependendo da configuração e tipo de veículo.Também acabam impedindo a passagem de outros que por ventura queiram atravessar a catraca.
Cadê o cobrador?
Para complicar o cobrador não estava em seu posto de trabalho. Não podemos entender. Como se abre a porta de ingresso de pessoas e o cobrador, que deveria estar lá para validar a passagem dos idosos, não estava. Os outros passageiros que passam apenas com o Bilhete Único, acabam ocupando os lugares e deixam sem opção para os que passarão após a chegada do tal cobrador.
Isso é de uma insensibilidade ímpar. Resultado, os outros assentos preferenciais acabam sendo ocupados por pessoas que não são preferenciais e o idoso fica de pé. Aquele cobrador, o tal atrasadinho, nem se vale de pedir que o passageiro ceda o espaço ao idoso. Uma vergonha. Quem acaba fazendo isso, no caso, somos nós e para o olhar 33 de quem está sendo convidado a permitir que o idoso se ocupe de seu espaço por direito. Cidadania se faz com educação. E nesse país se vê de tudo, menos a educação. Cada vez mais teremos esses atos de desrespeito, infelizmente.
Segue a aventura
Seguindo para a cidade nos deparamos com o caos do trânsito. A essas horas? Quase 11:00. Ah, são as reformas debaixo do Minhocão. São obras do Haddad. O tal prefeito das ciclovias. Uma verdadeira zona implantada desde janeiro e há quase seis meses deixando o trajeto uma verdadeira rota de guerra no Oriente, como na Síria e no Iraque.
Tem planejamento nessa cidade? Claro que não. Tem ônibus com a configuração para esse número alto de idosos neste horário? Claro que não. Tem cobrador capacitado para exercer e estabelecer a ordem naquele coletivo? Claro que não.
Adotem uma nova ideia.
Nesse caso, vai aqui uma ideia. Porque não o ônibus inteiro ter os assentos preferenciais e em caso de ausência deste, o espaço poderá ser ocupado pelos outros? É de se pensar, não, políticos?
Mulheres com crianças de colo, gestantes, deficientes e até os obesos, em sua maioria ficam de pé. Salvo uma pessoa consciente e educada, vale dizer, que acaba cedendo o seu lugar. Caso contrário, o ônibus é o transporte mais desumano desta cidade. Alô seu prefeito, seus vereadores, autoridades, vamos tomar vergonha na cara e fazer algo.
Isso ai que está não condiz com o século 21.
Há modelos que usam coisas dos anos 50. A começar pelos nomes das rotas de ônibus. Algumas ainda usam as trilhas dos antigos bondes. O troleibus por exemplo. A Praça Ramos está longe do ponto final. Mas o nome da rota está lá. Deveria ser rua Xavier de Toledo. E o ônibus nem pára no ponto da Praça Ramos, quando ele faz o caminho de volta para o bairro da Lapa. Fala sério.
Nenhum comentário:
Postar um comentário