Horário de pico, deu overbooking no ônibus!
Overbooking é estouro de vendas, acima de lugares disponíveis, “reservar ou vender mais lugares ou ingressos que a capacidade permite”, termo em inglês muito utilizado em aviação, nas vendas de assentos para os voos. Mas para quem está habituado ao turismo, brinca com a expressão quando encontra um lugar super lotado. Quer em restaurantes, quer nos cinemas, lugares públicos, enfim. Neste caso, que relatamos hoje, fomos em horário diferente dos usuais, quando fazemos Blitz do Vital programadas em ônibus. Por outras razões, hoje fomos na linha 8000 da Viação Santa Brígida, saindo do Terminal da Lapa. Não era para fazer a nossa tradicional Blitz, porém os fatos foram muito relevantes, e resolvemos publicar. Começamos pela fila. Contamos mais de 40 pessoas à espera da chegada do coletivo. Provavelmente, forçado pela escala do almoço, tinham muitos veículos parados, porém sem os motoristas e cobradores. No totem o aviso: Praça Ramos de Azevedo, saída confirmada 12:02 h.
Numa manobra rápida, o supervisor pede que um ônibus recém chegado, que estacione à frente dos demais. Veio de marcha-ré. Parou e abriu a porta de acesso. Rapidamente, alguns idosos tomam a frente do ônibus, há 11 assentos entre preferenciais e normais, lota-se tudo e outros ainda permanecem de pé. Passamos pela catraca, também existem oito (08) assentos preferenciais. Mas muitos idosos não passam pela catraca. Não querem pagar ou não possuem o Cartão Especial do Idoso.
Resultado: overbooking na entrada e frente do coletivo. Sai o ônibus e vamos em frente. No primeiro ponto de parada, não desce nenhum e ainda sobem mais três pessoas, caos na cabine. Aperto daqui e dali, pedidos de licença, passando alguns pela catraca e seguimos para a próxima parada. Notamos um fenômeno que por certo, será motivo de pesquisa. Os pontos próximos de supermercados são os que mais os idosos se utilizam, quer para descer ou quer para subir, neste caso com uma bagagem extra, algumas sacolas de compras. Mais um problema para ser resolvido, pois convenhamos, ficar de pé, para pessoas idosas já é um transtorno, e segurar os pacotes ou sacolas, é mais ainda. A cada freada ou parada brusca, lá vai o nosso idoso para frente e para trás, um perigo constante. Seria interessante pensar-se em bagageiros no alto das laterais ou ganchos para deixarem as sacolas penduradas, como antigamente nos bondes. Bom assunto para se estudar futuramente. Por coincidência ou não, nesta linha temos dois hipermercados da rede Sonda, e nos pontos de embarque e desembarque próximos, temos muitos clientes que acessam os ônibus com três ou mais sacolas, com as mãos trêmulas e ainda se segurando à uma bengala, vemos uma situação muito crítica para os nossos velhinhos. Ah, outra coisa que está alarmante, são os idosos que saem e entram sem passar pela catraca se identificando como idosos, não apresentando nem a carteira de identidade e nem o Cartão Especial do Idoso. Deixando por conta da boa vontade do motorista e cobrador. Cremos que os empresários, proprietários das viações irão criar maneiras de controle, pois somente a passagem pela catraca é cobrada e a tarifa é subvencionada pela Prefeitura. Fica aqui o alerta, pois se houver um controle maior, alguns idosos poderão ficar sem o famoso busão de graça.
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