segunda-feira, 12 de maio de 2014

Ator de fato e de direito, abandonou o Direito para fazer teatro e TV.

Juca de Oliveira (nascido José de Oliveira Santos; São Roque,
16 de março de 1935) é um ator e dramaturgo brasileiro.


Filho de Antônio de Oliveira Santos, Juca estudou em São Roque e posteriormente se mudou para a capital do estado, onde entrou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo. Fez também um teste vocacional, em que ficou sabendo que sua inclinação era ser ator. Aquilo o empolgou tanto, que ficou sabendo da existência da Escola de Arte Dramática de São Paulo e nela ingressou. Não demorou muito para que desistisse de Direito, para se dedicar à profissão de ator. Conheceu ali Aracy Balabanian, Glória Menezes, e vários outros, que seguiram com ele a profissão que escolheram.

Começou então pelo teatro. Entrou logo para o famoso TBC (Teatro Brasileiro de Comédia), onde fez inúmeras peças, como: "O Semente" , "O Pagador de Promessas", "A Morte do Caixeiro Viajante" . Passou para o revolucionário Teatro de Arena onde trabalhou com Augusto Boal, Flávio Império e Paulo José, e ali fez: "Eles não Usam Black-tie" , "O filho do cão", de Gianfrancesco Guarnieri, entre outras. Na época militava politicamente, Era de esquerda comunista, e por isso se auto-exilou na Bolívia. Na volta, se ligou à TV Tupi de São Paulo. E começou a fazer inúmeros TV de Vanguarda e TV de Comédia, na época dirigidos por Benjamin Cattan. Fez "Essa noite se improvisa" , "Em moeda corrente do país", tendo como parceira Vida Alves. E aí aconteceu o sucesso extraordinário da novela "Nino, o Italianinho" de Geraldo Vietri. Em 1984, encarnou o personagem Sérgio na peça "De braços abertos", de Maria Adelaide Amaral.

Passou para a Rede Globo e recebeu consagração nacional, como um dos maiores atores do Brasil. Jamais, porém, deixou de fazer teatro, sua grande paixão. Montou companhia própria e aí descobriu sua outra grande vocação, a de autor teatral. As casas estiveram sempre lotadas, quando Juca de Oliveira montou "Meno Male", "Hotel Paradiso", "Caixa Dois". Essas são comédias, o que não era esperado, pois como ator, Juca é dramático.

Nas 60 peças em que atuou como ator, fez quase sempre o papel central, aquele que dá a linha mestra à história encenada, e que por isso sempre são os personagens mais pesados. Casado pela segunda vez, na primeira com Cláudia Mello e na segunda com Maria Luiza, há 23 anos. Sua filha Isabela estuda Biologia e também é fazendeira e cantora. Juca de Oliveira diz que adora a "tribo artística", que pode ser "estigmatizada", como ele diz, mas à qual tem muito orgulho de pertencer. E agora está pensando em entrar na sua "essência caipira", e a transportar para o teatro.

Na televisão deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramandaia, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole. Mais recentemente, em 2002 também ganhou bastante destaque em O Clone na pele do cientista Augusto Albieri.

Em 2012, após anos ganhou grande destaque em novelas como o cruel vilão Santiago Moreira, que parecia bem intencionado no início da trama ao ponto que a máscara caiu e no final todos descobriram que ele era o pai e mentor da vilã Carminha (Adriana Esteves) na novela Avenida Brasil de João Emanuel Carneiro.

Em 2013, dá vida a Samuel Schnaider em Flor do Caribe, de Walther Negrão. Seu personagem é um pobre senhor judeu que viveu na Europa na época do nazismo e que por isso vive traumatizado e atormentado com sombras do passado.

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Um viajante que se tornou o Rei do Baião. Luiz Gonzagão, o Lua.

Luiz Gonzaga do Nascimento, mais conhecido como Luiz Gonzaga e o Rei do Baião (Exu, 13 de dezembro de 1912 – Recife, 2 de agosto de 1989) 


Foi um importante compositor popular brasileiro. Foi uma das mais completas, importantes e inventivas figuras da música popular brasileira. Cantando acompanhado de sua sanfona, zabumba e triângulo, levou a alegria das festas juninas e dos forrós pé-de-serra, bem como a pobreza, as tristezas e as injustiças de sua árida terra, o sertão nordestino, ao resto do país, numa época em que a maioria desconhecia o baião, o xote e o xaxado.
Admirado por grandes músicos, como Dorival Caymmi, Gilberto Gil, Raul Seixas, Caetano Veloso, entre outros, o genial instrumentista e sofisticado inventor de melodia e harmonias,3 ganhou notoriedade com as antológicas canções "Baião" (1946), "Asa Branca" (1947), "Siridó" (1948), "Juazeiro" (1948), "Qui Nem Jiló" (1949) e "Baião de Dois" (1950).
Em Juiz de Fora, Minas Gerais, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado e conhecido na região pela sua habilidade como acordeonista. A partir daí começou a se interessar pela área musical.
Em 1939, deu baixa do exército na cidade do Rio de Janeiro: Estava decidido a se dedicar à música. Na então capital do Brasil, começou por tocar nas áreas de prostituição da cidade. No início da carreira, apenas solava acordeão em choros, sambas, foxtrotes e outros gêneros da época. Seu repertório era composto basicamente de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros. Apresentava-se com o típico figurino do músico profissional: paletó e gravata. Até que, em 1941, no programa de Ary Barroso, foi aplaudido executando Vira e Mexe, com sabor regional, de sua autoria. O sucesso lhe valeu um contrato com a gravadora Victor, pela qual lançou mais de 50 músicas instrumentais. Vira e mexe foi a primeira música que gravou em disco.
Veio depois sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Lá conheceu o acordeonista gaúcho Pedro Raimundo, que usava os trajes típicos da sua região. Daí surgiu a ideia de apresentar-se vestido de vaqueiro, figurino que o consagrou como artista.
Em 11 de abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor: a mazurca Dança Mariquinha em parceria com Saulo Augusto Silveira Oliveira.
Também em 1945, uma cantora de coro chamada Odaléia ‘Léia’ Guedes dos Santos deu à luz um menino, no Rio. Luiz Gonzaga mantinha um caso havia meses com a moça, iniciado quando já estava grávida. Sabendo que sua amante seria mãe solteira, assumiu a paternidade da criança, adotando-o e dando-lhe seu nome: Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior. Odaléia, que além de cantora de coro era sambista, foi expulsa de casa por ter engravidado do namorado, que não assumiu a criança. Foi parar nas ruas, até ser ajudada, descobrindo-se seu talento para cantar e dançar, passando a se apresentar em casas de samba no Rio, quando conheceu Luiz. A relação com Luiz era conflituosa e, após o nascimento do menino, piorou, com muitos ciúmes. Separaram‐se com menos de dois anos de convivência. Léia criou o filho, e Luiz os visitava.

Em 1946 voltou pela primeira vez a Exu (Pernambuco), e reencontrou seus pais, Januário e Santana, que havia anos não sabiam nada sobre o filho e sofreram muito esse tempo todo. O reencontro com seu pai é narrado em sua composição Respeita Januário, em parceria com Humberto Teixeira. Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, professora que se tornara sua secretária particular, e por quem se apaixonou. O casal permaneceu até o fim da vida de Luiz. Não tiveram filhos biológicos, por Helena não poder engravidar, mas adotaram uma menina, a quem batizaram de Rosa.
Nesse mesmo ano Léia morreu de tuberculose, para desespero de Luiz. O filho deles, apelidado de Gonzaguinha, ficou órfão com dois anos e meio. Luiz queria levar o menino para morar com ele e Helena, e pediu para a mulher criá-lo como se fosse dela, mas Helena não aceitou, juntamente com sua mãe, Marieta, que achava aquilo um absurdo, já que nem filho verdadeiro de Luiz era. Luiz não viu saída: entregou o filho para os padrinhos da criança, Leopoldina e Henrique Xavier Pinheiro, criarem-no no Morro do São Carlos. Luiz sempre visitava a criança e a sustentava financeiramente. Xavier o considerava filho de verdade e lhe ensinava viola, e o menino teve em Dina uma mãe.

Luiz Gonzaga sofreu de osteoporose por anos. Morreu vítima de parada cardiorrespiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana. Foi velado em Juazeiro do Norte (a contragosto de Gonzaguinha, que pediu que o corpo fosse levado o mais rápido possível para Exu, irritando várias pessoas que iriam ao velório e tornando Gonzaguinha persona non grata em Juazeiro do Norte) e posteriormente sepultado em seu município natal.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Paulo Autran, o Patrono do Teatro Brasileiro.

Paulo Paquet Autran (Rio de Janeiro, 7 de setembro de 1922 — São Paulo, 12 de outubro de 2007). Foi um ator brasileiro de teatro, cinema e televisão.


Paulo Autran mudou-se cedo para São Paulo, onde passou a maior parte de sua vida e estudou no Colégio Marista Arquidiocesano de São Paulo. Depois estudou Direito na capital paulista por influência do pai - que era delegado de polícia - e formou-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco em 1945, inicialmente pensando em ser diplomata. Anteriormente a São Paulo, Paulo Autran morou na cidade de Sorocaba.

Desapontando na profissão de advogado, participou de algumas peças teatrais amadoras, tendo sido convidado a estrear profissionalmente com a peça Um Deus dormiu lá em casa, de Guilherme Figueiredo, com direção de Silveira Sampaio, em montagem do Teatro Brasileiro de Comédia (TBC). No começo relutou, afirmando não ser ator profissional. Entretanto, após receber o incentivo de sua amiga Tônia Carrero, aceitou o desafio. A peça, que estreou para o grande público no dia 13 de dezembro de 1949, no Teatro Copacabana, Rio de Janeiro, tornou-se um grande sucesso, rendendo inclusive alguns prêmios para o jovem ator. Posteriormente, "Um Deus..." foi novamente montada, dessa vez pela Companhia Tônia-Celi-Autran (CTCA), com direção de Adolfo Celi, em 1956.

Após seu primeiro êxito comercial, Autran resolveu largar a advocacia e passou a se dedicar exclusivamente à carreira artística, dando prioridade ao teatro, sua grande paixão. Chegou a atuar em alguns filmes e telenovelas, mas foi no palco que desenvolveu sua arte e se tornou conhecido, vindo a receber o epíteto de "O Senhor dos Palcos". No entanto, também teve memoráveis atuações na televisão e no cinema, em especial por sua participação em Terra em Transe, clássico de Glauber Rocha.

Ao longo de sua carreira, estabeleceu importantes parcerias, com diretores como Adolfo Celi, Zbigniew Ziembinski e Flávio Rangel, e atrizes, como Tônia Carrero. Na televisão destacou-se em Guerra dos Sexos, em que contracenava ao lado de Fernanda Montenegro e protagonizou algumas cenas antológicas da teledramaturgia, e em Pai Herói, quando viveu o vilão carismático Bruno Baldaraci. Nos últimos anos fez apenas participações especiais, principalmente em minisséries, a última das quais Um Só Coração, em 2004. Seu último personagem no cinema foi no filme O Passado, de Héctor Babenco.
Estreou seu 90º espetáculo em 2006, a peça O Avarento, de Molière, no Teatro Cultura Artística. Essa peça teve a sua temporada suspensa porque o ator apresentou problemas de saúde.

No ano anterior à sua morte, Paulo Autran passara por diversas internações, por conta de um câncer de pulmão. O tratamento (radioterapia e quimioterapia) não o impediu de seguir atuando em O Avarento - e nem de seguir fumando até quatro maços de cigarros por dia.
Faleceu aos 85 anos, depois de sofrer um enfisema pulmonar e por complicações decorrentes do câncer. Desde 1999, Paulo Autran era casado com a atriz Karin Rodrigues.
Em 15 de julho de 2011, a Lei 12.449 o declarou Patrono do Teatro Brasileiro

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Inconformado com tanto descaso. Acorda sociedade.

EDITORIAL
Hoje deixaremos de destacar mais um nome célebre na Galeria dos Idosos Sábios e vamos falar de algo que julgamos muito sério. Desde quando resolvi abraçar a ideia de fundar o Instituto Vital, utilizo-me de coletivos em S. Paulo. A ideia tomou fôlego há mais ou menos três anos atrás, mas trago a sementinha de outros tempos, volto aos anos 80, quando não havia rodízio na cidade de S. Paulo e por iniciativa própria guardava um dia da semana, às quartas-feira, quando deixava o meu carro na garagem. 
Ônibus elétrico dos anos 90 (divulgação)
Pensava naquele tempo em ser uma pessoa engajada no modelo adotado anos mais adiante com o rodízio obrigatório implantado pelo prefeito Celso Pitta em 1993 na capital de S. Paulo. Para tal me servia de coletivos na cidade de S. Paulo. Usava em muitos trechos o famoso ônibus elétrico, os trólebus azuis antigos e desconfortáveis da CMTC*, alguém arrisca-se a traduzir essa sigla? Naquelas quartas-feira lá ia o jovem Salim sentado e pensativo. Nessa época não havia assentos preferenciais, mesmo porque as linhas destes ônibus eram utilizadas por passageiros tradicionais, pois além de trafegar nos antigos caminhos que eram os trilhos dos bondes, era lento por ser um veículo pesado e trafegava devagar quase parando para não ter a régua elétrica desprendendo-se dos fios aéreos. Pois bem, passamos para os anos do novo milênio, novos ônibus, quer elétricos quer movidos a outros tipos combustíveis, até a novíssima Ecofrota. 
Agora com a plena vigência do Estatuto do Idoso, a população idosa mais ativa e trabalhando para sobreviver, encontra-se com a população mais jovem se valendo dos meios de transportes, monidos da tecnologia dos smarts phones com música através do head-set, fazendo com que após colocá-los nos ouvidos se transformem em verdadeiros zumbis e ainda com um tremendo efeito instantâneo de adormecer imediatamente após se sentar.
Vivemos um verdadeiro choque de gerações. 

De um lado, a geração idosa, carente de respeito e merecedora das nossas atenções e benevolência. E de outro lado uma geração que cresceu abandonada de princípios básicos de educação e civilidade, oriunda de famílias, cujos pais que optaram para a separação, ignorando a responsabilidade de educar os filhos, colocando-os no mundo e nem se importando pelo seu futuro. Alia-se ao fato dos governos e autoridades pouco se importarem com essas deficiências e mazelas da sociedade. Nesse caos surge o Terceiro Setor para suprir essas deficiências e cobrir lacunas. 
E finalizando a título de curiosidade, lembro que ontem (05/maio/14) ao comentar uma foto postada por um amigo nas redes sociais e quando a reproduzi, transformou-se num verdadeiro fórum informal, vi o quão estamos corretos em insistir na ideia de constituir uma Ong - Instituto Vital/Anjos da 3a. Idade e batalhar para a melhoria e reafirmação do respeito aos direitos adquiridos dos idosos (Estatuto do Idoso - LEI No 10.741, DE 1º DE OUTUBRO DE 2003.).
Porém hoje, dia seguinte do post, me vejo novamente usando um coletivo, o ônibus da Viação Sta. Brígida, linha 8400 - com licença de no. 11.884 saindo do centro de S. Paulo e com destino a estação terminal de Taipas, zona oeste do município de S. Paulo. Sento-me no assento preferencial destinado às pessoas obesas, deficientes físicos, mulheres grávidas e/ou com criança de colo e idosos, e me deparo com estado do adesivo legal e obrigatório. Totalmente danificado. Fiquei pasmo e inconformado. Ninguém se importa. Essa é a nossa sociedade. Educação zero. Cidadania zero. Respeito zero. Cuidados e manutenção por parte de empresa consorciada zero. 
Mas não vamos desistir. A cada zero que constatarmos, faremos um 100. 100 de vontade de mudar, 100 de engajamento, 100 de insistência para melhorar, 100 de coragem para enfrentar, 100, 1.000, um milhão... Caminharemos firmes e fortes com a nossa ideia de melhorar esta nossa sociedade totalmente destruída de seus valores e princípios. 
Se Cristo dizia no alto da cruz: "Pai, eles não sabem o que fazem" e isso já dura 2014 anos. "Eles" hão de mudar, mesmo que seja um pouco, já me darei por satisfeito.
Precisamos da ajuda de todos que desejam mudar este estado de coisas. Conto com você, você e você. 
A propósito, notifiquei a empresa de viação pela Ouvidoria do SPtrans 156.

*CMTC: Companhia Municipal de Transportes Coletivos. 


terça-feira, 6 de maio de 2014

O mais célebre poeta gaúcho, que era tradutor e jornalista também.

Mário de Miranda Quintana
(Alegrete, 30 de julho de 1906 — Porto Alegre, 5 de maio de 1994) foi um poeta, tradutor e jornalista brasileiro.



Mário Quintana fez as primeiras letras em sua cidade natal, mudando-se em 1919 para Porto Alegre, onde estudou no Colégio Militar, publicando ali suas primeiras produções literárias. Trabalhou para a Editora Globo e depois na farmácia paterna. Considerado o "poeta das coisas simples", com um estilo marcado pela ironia, pela profundidade e pela perfeição técnica, ele trabalhou como jornalista quase toda a sua vida. Traduziu mais de cento e trinta obras da literatura universal, entre elas Em Busca do Tempo Perdido de Marcel Proust, Mrs Dalloway de Virginia Woolf, e Palavras e Sangue, de Giovanni Papini.

Em 1953, Quintana trabalhou no jornal Correio do Povo, como colunista da página de cultura, que saía aos sábados, e em 1977 saiu do jornal. Em 1940, ele lançou o seu primeiro livro de poesias, A Rua dos Cataventos, iniciando a sua carreira de poeta, escritor e autor infantil.
Em 1966, foi publicada a sua Antologia Poética, com sessenta poemas, organizada por Rubem Braga e Paulo Mendes Campos, e lançada para comemorar seus sessenta anos de idade, sendo por esta razão o poeta saudado na Academia Brasileira de Letras por Augusto Meyer e Manuel Bandeira, que recita o poema Quintanares, de sua autoria, em homenagem ao colega gaúcho. No mesmo ano ganhou o Prêmio Fernando Chinaglia da União Brasileira de Escritores de melhor livro do ano. Em 1976, ao completar setenta anos, recebeu a medalha Negrinho do Pastoreio do governo do estado do Rio Grande do Sul. Em 1980 recebeu o prêmio Machado de Assis, da Academia Brasileira de Letras, pelo conjunto da obra.


Mario Quintana não se casou nem teve filhos. Solitário, viveu grande parte da vida em hotéis: de 1968 a 1980, residiu no Hotel Majestic, no centro histórico de Porto Alegre, de onde foi despejado quando o jornal Correio do Povo encerrou temporariamente suas atividades, por problemas financeiros e Quintana, sem salário, deixou de pagar o aluguel do quarto.


Há duas espécies de chatos: os chatos propriamente ditos e ...
os amigos, que são os nossos chatos prediletos.
Mario Quintana

segunda-feira, 5 de maio de 2014

Um homem de visão que lançou a Veja. Roberto Civita.

Roberto Civita (Milão, 9 de agosto de 1936 – São Paulo, 26 de maio de 2013)


Roberto Civita foi um empresário brasileiro, presidente do Conselho de Administração e diretor editorial do Grupo Abril, além de presidente da Fundação Victor Civita, editor da revista Veja e presidente do Conselho de Administração da Abril Educação. Foi casado com Maria Antônia Civita. Em março de 2013, a revista americana Forbes colocou Roberto Civita como o 258º homem mais rico do mundo, com uma fortuna de US$ 4,9 bilhões.
Foi o criador da revista Veja e editor chefe da publicação desde o seu lançamento em 11 de setembro de 1968, além de editor da revista Playboy. Após a morte do pai, assumiu a Presidência do Grupo Abril em 1990, quando se iniciou o período de intensa diversificação dos negócios da empresa.

Fez parte do Conselho Superior do Instituto Verificador de Circulação e do Conselho Deliberativo da Escola Superior de Propaganda e Marketing, na qual idealizou o curso de pós-graduação em jornalismo e direção editorial. Também foi membro do Board of Governors do Lauder Institute e o do Wharton Advisory Board.

Roberto Civita morreu no dia 26 de maio de 2013, vítima de complicações de um aneurisma, no Hospital Sírio-Libanês em S. Paulo.


“Se você não está gerando reações fortes, está fazendo algo errado.
Não acredito em imprensa que quer agradar a todo mundo”

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Argentino vencedor do Nobel, cego dizia que enxergava no escuro.

Jorge Francisco Isidoro Luis Borges Acevedo
(Buenos Aires, 24 de agosto de 1899 — Genebra, 14 de junho de 1986) foi um escritor, poeta, tradutor, crítico literário e ensaísta argentino.


Em 1914 sua família se mudou para Suíça, onde ele estudou e viajou para a Espanha. Em seu retorno à Argentina em 1921, Borges começou a publicar seus poemas e ensaios em revistas literárias surrealistas. Também trabalhou como bibliotecário e professor universitário público. Em 1955 foi nomeado diretor da Biblioteca Nacional da República Argentina e professor de literatura na Universidade de Buenos Aires. Em 1961, destacou-se no cenário internacional quando recebeu o primeiro prêmio internacional de editores, o Prêmio Formentor. Seu trabalho foi traduzido e publicado extensamente no Estados Unidos e Europa. Borges era fluente em várias línguas.
Sua obra abrange o "caos que governa o mundo e o caráter de irrealidade em toda a literatura". Seus livros mais famosos, Ficciones (1944) e O Aleph (1949), são coletâneas de histórias curtas interligadas por temas comuns: sonhos, labirintos, bibliotecas, escritores fictícios e livros fictícios, religião, Deus.
Seus trabalhos têm contribuído significativamente para o gênero da literatura fantástica. Estudiosos notaram que a progressiva cegueira de Borges ajudou-o a criar novos símbolos literários através da imaginação, já que "os poetas, como os cegos, podem ver no escuro". Os poemas de seu último período dialogam com vultos culturais como Spinoza, Luís de Camões e Virgílio.
Sua fama internacional foi consolidada na década de 1960, ajudado pelo "boom latino-americano" e o sucesso de Cem Anos de Solidão de Gabriel García Márquez. Para homenagear Borges, em O Nome da Rosa um romance de Umberto Eco, há o personagem Jorge de Burgos, que além da semelhança no nome é cego assim como Borges, foi ficando ao longo da vida. Além da personagem, a biblioteca que serve como plano de fundo do livro é inspirada no conto de Borges A Biblioteca de Babel (Uma biblioteca universal e infinita que abrange todos os livros do mundo).
O escritor e ensaísta John Maxwell Coetzee disse sobre ele: "Ele, mais do que ninguém, renovou a linguagem de ficção e, assim, abriu o caminho para uma geração notável de romancistas hispano-americanos".

Si pudiera vivir nuevamente ...

"Si pudiera vivir nuevamente mi vida
en la próxima trataría de cometer más errores.
No intentaría ser tan perfecto, me relajaría más.
Sería más tonto de lo que he sido
De hecho tomaría muy pocas cosas com seriedad.


Jorge Luis Borges