Somos uma associação que defende os direitos sociais dos idosos.
quarta-feira, 6 de agosto de 2014
Novo editorial. Causa e efeito, porque fazer o bem?
Porque ser engajado em causas sociais? Você já parou para pensar? Você tem alguma dúvida em fazer o bem? Quais são as questões que não permitem que você ajude ao próximo. Questões políticas, religiosas, raça, sociais, pessoais? Ah, eu não ajudo porque desconfio daquele fulano. O dinheiro irá todinho para o bolso de poucos, diriam! É meu amigo, esse papo não justifica. Ou se adere de corpo e mente ou cai fora. Não há lugar para ficar em cima do muro. Ser voluntário é se doar. (Gurdjieff) Pois bem, você que quer ajudar e permanecer no anonimato, perfeito. Mas engaje-se. Porém nós entendemos que o maior número de pessoas acabam acreditando, quando há transparência. E por isso nós entendemos que devemos mostrar, falar, divulgar e pedir que todos ajam desta maneira. Devemos ser multiplicadores. E no anonimato isso se torna muito difícil. Libere-se, grite, expanda, exploda...(Gandhi) Quando mudei de lado. Isso mesmo, quando mudei, acabei deixando algumas pessoas estupefatas. Como largou o trabalho que fazia há quase 40 anos? Marketing corria nas minhas veias. E porque mudei? Mas eu mudei? Acho que não, uso todo esse conhecimento, toda a minha experiência em favor desse novo desafio. Será uma trilha dura, difícil, claro que sim, mas só desta maneira é que iremos mostrar o nosso valor e por tabela, deixar com que as pessoas temerosas, incrédulas, passem a acreditar. Essa é a minha missão, é o meu desejo verdadeiro. Transformar, é o verbo que devemos conjugar. E assim faremos um tempo melhor. Lembro das palavras de uma atriz, Audrey Hepburn, que foi ícone de beleza e charme em Hollywood, mas que na doçura de sua velhice, engajada em causas sociais, dizia: "À medida que você envelhecer, você descobrirá que tem duas mãos - uma para ajudar a si mesmo, e outra pra ajudar aos outros". Creio que é meu dever e missão, trabalhar no Instituto Vital e também fazer o papel social de provocar nas pessoas de bem que saiam da zona de conforto, que por sinal é terrivelmente temporária, efêmera por consequência, e se libertem, abraçando causas nobres. Não é preciso ajudar o Instituto Vital. Lutem por outras milhares de entidades, ajudem a elas, engajem-se a outras, enfim, saiam do armário. A esse ponto que hoje o mundo atravessa, precisamos de gente engajada em, pelo menos, em causas filantrópicas. Não existe segredo. O terceiro setor existe para suprir a deficiência do Estado, das grandes corporações, da sociedade hipócrita e outros setores da vida. Estes mesmos organismos servem de escape para muitos aproveitadores dos setores corruptos que não exercem os seus papéis de zeladores do bem público e auxílio aos carentes, mas também tem uma grande parcela honesta e bem intencionada, da qual fazemos parte, que irá lutar para ajudar o próximo. O incentivo que temos é prova dessa continuidade e isso nós encontramos em Samuel Beckett. "As lágrimas do mundo são inalteráveis. Para cada um que começa a chorar, em algum lugar outro pára".
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