quarta-feira, 30 de julho de 2014

Primeiro teste da Blitz do Vital - Relatório geral.

Próxima parada, Blitz do Vital.
Olá #amigosdosidosos hoje começamos a fase de experiências para testar a Ação Blitz do Vital que iremos promover em breve. Esta ação será feita simultaneamente com equipes multidisciplinares nos transportes coletivos, nas três modalidades, ônibus, trens e metrô. Também em órgãos de serviços como bancos, supermercados, lojas de departamentos, serviços dos governos municipais, estaduais e federais, bilheterias de cinema, casa de shows, circos, eventos vários. Por enquanto estamos testando para verificar horário de pico, horários moderados, período de férias, período escolar, trechos e locais de partidas e retorno para casa. Finais de semana e dias comerciais. A equipe ainda é pequena, justamente estaremos medindo os números de pessoas para as grandes pesquisas. Em razão disso, saímos em dias e horários para dimensionar melhor as reais necessidades deste projeto. 

Levantaremos os custos inerentes desta ação global e quantos apoiadores iremos precisar. Esta fase consideramos como "Preliminar", onde o estudo da viabilidade e a necessidade destes resultados. Depois disso, faremos os estudos para a melhora das condições e faremos as apresentações aos canais competentes e mudar a dura realidade dos direitos dos idosos que andam prejudicados por falta de compreensão e acima de tudo colaboração das pessoas incultas que desrespeitam esse direito constitucional estabelecido no Estatuto do Idoso.
A ação #estamosdeolho neste momento faz apenas algumas denúncias nas redes sociais. Age no momento em que faz o registro, pedindo colaboração e convoca às pessoas próximas para agirem nesse sentido. Registramos via foto ou relato, pois muitas vezes as fotos criam situações críticas e constrangedoras, ocasionando agressões e truculências, às vezes. Isso não é razão para que desistamos, pelo contrário, faremos isso com ou sem apoio. É nossa missão deixar este legado e zelar pelos idosos, conforme a nossa filosofia estabelecida a fundação do instituto. 
No último dia 30 de julho, quarta-feira saímos da estação Lapa de trens da CPTM às 11:00 horas. Até onde pudemos verificar os assentos preferenciais estavam ocupados por pessoas idosas, mães com crianças de colo e na falta deles a ocupação foi livre, porém haviam lugares vagos. A constatação é que os idosos preferem os ônibus, pois as paradas são maiores e próximas das ruas, cujos locais são de interesse maior desta população. Por exemplo, as Linhas 8000 da Viação Santa Brígida, fazem trechos do Terminal Lapa até o centro da cidade, região da rua Xavier de Toledo. Nesse caminho deparamos com quatro shoppings centers, a Prefeitura, uma sub-prefeitura, dezenas de supermercados,  postos médicos, lojas para aquelas compras rápidas e baratinhas, tipo R$ 1,99, pet-shops, salões de beleza, enfim um espectro multifacetado de coisas que mais as pessoas adoram fazer no dia. Já o trem e o Metrô, tem as estações como referências, porém os idosos usam de maneira mais racional, por isso menos vezes e nunca no horário de pico. Hoje não fugiu à regra. Descemos na estação Barra Funda, Linha Vermelha ou número 03 e trocamos para o Metrô. Rumamos até a estação Sé para baldear para a linha Norte-Sul, número 01, ou Azul. Esta um pouco mais cheia. Todos os lugares preferenciais ocupados, muita gente de pé. Já na chegada a estação Liberdade observamos um exemplo de civilidade, deram os lugares para duas senhoras bem idosas, uma delas de bengala. Outras pessoas menos idosas também permitiram que outras aparentando mais idade que se sentassem. Pensamos que as coisas estavam indo bem. Mas não passava das 11:30 horas e nesse horário ainda temos o império da cordialidade. Até vimos um portador de síndrome de Down sentado e rumava para a estação Santa Cruz, posto que é a estação mais próxima da APAE. Descemos na Santa Cruz, às 11:36 horas, horário de pico de escola nas imediações e no shopping de mesmo nome. Chegamos no SUS/CRT e verificamos o atendimento preferencial. Também nada de especial, tudo transcorreu na normalidade. Será que não é preciso os préstimos dos guardiães do Instituto Vital do Bem Estar da 3a. Idade? 
Hora de fazer o mesmo percurso de volta. Já se passava das 13:00 horas. Voltamos para estação Santa Cruz. Começa um pequeno alvoroço, empurra-empurra, estudantes nos assentos preferenciais, mas conforme alguns idosos ingressam no vagão, as gentilezas aparecem.
NOTA: Vimos pessoas bem obesas de pé, lembramos que a obesidade mórbida também carece de assentos preferenciais, porém as pessoas não se sensibilizam e acabam não cedendo o lugar. Se sobrar o assento azul (de preferencial) em alguns vagões, os gordos se acomodam, caso contrário, ficam de pé. Nas estações Vergueiro, São Joaquim e Liberdade, idosos da colônia japonesa e estudantes se misturam e travam uma boa batalha para se acomodarem, mas nessa viagem, o bom senso imperou. 

Troca de linhas novamente na estação Sé. Muita gente, mas tudo em ordem. As escadas rolantes funcionaram bem. Gente subindo e gente descendo. Seguimos na linha Vermelha de volta para Barra Funda, tinha até rapaz com skate sentado, próximo da porta, hábito que a maioria dos usuários fazem muito nos trens da CPTM, principalmente nas junções dos trens articulados. Não é recomendado pelos seguranças. Chegamos a estação terminal, descemos e seguimos para a plataforma dos trens CPTM. Linha Diamante, número 08, Júlio Prestes a Itapevi (Amador Bueno). Pegamos o último vagão. Mais um corre-corre e alguns passageiros afobados correndo para se sentarem. Os assentos preferenciais foram preservados, não houve abuso. Próxima parada, estação Lapa. Lá descemos. Numa próxima avaliação, seguiremos até o final para um outro relato. Notamos que nestas estações, não há escadas rolantes. São escadarias bem altas e com mais de trinta degraus. Observamos alguns idosos com dificuldades em caminhar nessas condições. Outro item que iremos pautar com as autoridades estaduais e federais. Para se ter uma ideia do que se passa ali, ouvimos de um garotinho, voltando com a avó, dizendo já cansadinho e carregando uma pesada mochila:
– Bem que poderiam colocar escadas rolantes, né vó?

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